Ebola: resposta na RD Congo tem resultados, mas surto continua perigoso

8 novembro 2018

Subsecretário-geral para as Operações de Manutenção de Paz e diretor-geral da OMS terminaram visita ao país esta quinta-feira; vírus já infetou 308 pessoas e causou 191 mortes no atual surto.

As novas medidas para responder ao surto de ebola na República Democrática do Congo, RD Congo, estão tendo um impacto positivo, mas a situação continua  perigosa e imprevisível.

A informação consta de uma nota do subsecretário-geral para as Operações de Manutenção de Paz, Jean-Pierre Lacroix, e do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus. Os altos funcionários da ONU terminaram uma visita ao país esta quinta-feira.

Encontros

Ghebreyesus e Lacroix viajaram na quarta-feira para a cidade de Beni, o epicentro do surto, acompanhados do ministro congolês da Saúde, Oly Ilunga Kalenga. Na cidade, encontrararam-se com funcionários de saúde, representantes da sociedade civil, tropas de paz e autoridades locais.

O chefe das Operações de Manutenção de Paz falou ao lado do diretor da OMS após se reunirem com o primeiro-ministro, Bruno Tshibala.

Lacroix disse “a melhoria da situação de segurança é uma responsabilidade de todos.”  

Segundo ele, a resposta "enfrenta inúmeros desafios complexos, mas é encorajador e inspirador ver que os esforços para atuar como uma única ONU foram extremamente bem-sucedidos em muitos pontos críticos e ajudarão a acabar com o surto e a salvar vidas."

Ghebreyesus destacou o facto de que o Ebola ainda não se ter espalhado para países vizinhos.

Para ele, isso “é um testemunho do trabalho árduo e da determinação do pessoal de todos os parceiros.”

Mudanças

A Missão das Nações Unidas na RD Congo, Monusco, adotou recentemente uma abordagem ativa contra os grupos armados que operam na província de Kivu Norte. Isso contribuiu para um período de calma na cidade de Beni, mas alguns ataques continuaram em aldeias vizinhas.

As autoridades do país, a OMS e os parceiros também estão usando mais as comunidades para fazer vigilância. Os moradores são treinados para conduzir atividades de rastreamento em áreas de dificil acesso. A ONU acredita que isso contribuiu para um declínio nos novos casos nas últimas duas semanas.

Surto

Desde o início do surto, em agosto, 308 pessoas foram infetadas e 191 morreram. Cerca de metade das mortes aconteceram em Beni, onde vivem 800 mil pessoas.

O surto atual é o décimo do país e está quase a ultrapassar os números do maior surto ocorrido no paísem 1976. A doença causou a morte de 280 pessoas na área de Yambuku.

A Monusco presta apoio à resposta desde o início, através de ajuda logística, transporte, comunicação e segurança.

A OMS tem quase 280 funcionários em Kivu do Norte, apoiando o Ministério da Saúde e outros parceiros. Seis centros de tratamento foram construídos, onde 91 pacientes estão sendo tratados. Até ao momento, 27 mil pessoas foram vacinadas.  

 

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