OMS apela a fim da violência para permitir passagem de apoio essencial aos iemenitas

8 novembro 2018

Escalada de violência compromete assistência da agência na região de Hodeida; 400 mil crianças severamente desnutridas dependem de cuidados médicos urgentes para sobreviver.

O diretor regional da Organização Mundial de Saúde, OMS, para o Mediterrâneo Oriental, Ahmed Al-Mandhari, considera que a atual violência em Hodeida, no Iémen, está a “colocar em risco dezenas de milhares de pessoas vulneráveis.”

O representante diz que a OMS “não consegue prestar assistência com atos de agressão e violência cada vez mais próximos dos hospitais” da cidade costeira.

Tratamento

A OMS afirma que não consegue prestar assistência com atos de agressão e violência cada vez mais próximos dos hospitais de Hudaydah, by Foto Unicef /UN0253576/Abdulhaleem

Al-Mandhari explica que o conflito afeta a mobilidade e a segurança do pessoal, dos pacientes e das ambulâncias, “bem como a funcionalidade das unidades de saúde, deixando centenas de pessoas sem acesso a tratamento.”

A escalada da violência na região  afeta também a atividade do porto de Hodeida, através do qual 85% dos alimentos entram no país.

Situação

Segundo a OMS, o povo do Iémen vive uma grave crise de nutrição. Pelo menos 1,8 milhão de crianças com menos de cinco anos e 1,1 milhão de mulheres grávidas ou que amamentam estão gravemente desnutridos.

Mais de 400 mil crianças severamente desnutridas dependem de cuidados médicos urgentes e acessíveis para sobreviverem.

A agência adianta ainda que o sistema imunológico de milhões de iemenitas está comprometido devido à fome, por isso, milhares morrem de desnutrição, cólera e outras doenças.

As pessoas que vivem em Hodeida são algumas das mais atingidas. A região regista as maiores taxas de cólera desde o início do surto.

Assistência

A OMS apoia 269 unidades de saúde no país. Estão em funcionamento 51 centros de alimentação em 17 províncias para fornecer tratamento que salva vidas para crianças gravemente desnutridas e 72 centros de tratamento diarreico e 25 centros de reidratação oral para tratar cólera e outras doenças.

De acordo com a agência da ONU, muitos morrem devido à violência mas a maioria  dos falecimentos deve-se ao acesso restrito a cuidados de saúde, causando mortes que normalmente são evitáveis.

A OMS apela a todas as partes do conflito que respeitem suas obrigações legais sob o Direito Internacional Humanitário. O objetivo é garantir a proteção de trabalhadores de saúde, pacientes, unidades de saúde, ambulâncias e comunidades, e facilitar o acesso humanitário a áreas onde as pessoas precisam de ajuda.

 

 

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