Presidente da Assembleia Geral vê oportunidade da migração para combater fome

8 novembro 2018

Falando à ONU News, María Fernanda Espinosa destacou conhecimentos, capacidades e desejo dos migrantes para colaborar com sociedades de destino; representante destaca que principal questão não é falta de alimentos, mas sim problemas de acesso.

A presidente da Assembleia Geral, María Fernanda Espinosa, disse que os países devem encarar os movimentos de pessoas de uma forma mais positiva enquanto buscam um equilíbrio no acesso à comida.

Os cenários alimentar e de nutrição no mundo foram temas de sessões que aconteceram até quarta-feira nas Nações Unidas. A fome que atinge 820 milhões de pessoas e o aumento da obesidade, que afeta mais de 620 milhões, foram destaques nessas reuniões.

De acordo com a ONU, a fome atinge 820 milhões de pessoas no mundo, by PMA/Bruno Djoye

Zonas Rurais

Falando em exclusivo à ONU News, Espinosa disse que existe um fator considerado em todos estes estudos que é migração, e como esta afeta a insegurança alimentar e as pessoas que estão em movimento. Ela lembrou que muitos migrantes vêm de zonas rurais.

A presidente declarou ainda que a migração deve ser vista como uma oportunidade porque migrantes, na sua maioria, vêm de zonas rurais com conhecimentos, capacidades e desejo de contribuir nas sociedades de destino.

Acesso

A representante disse acreditar num aproveitamento dos efeitos positivos da migração para promover a alimentação saudável e a nutrição adequada no mundo.

Para Espinosa, a principal questão não é a falta de alimentos, mas sim a falta de acesso à comida nas zonas mais pobres do planeta.

A migração tem sido um tema presente em debates da presidente com representantes de Estados-membros, a menos de um mês da conferência que deve adotar o pacto global para migração em  Marrakech, no Marrocos.

De acordo com a ONU, mais de 1 bilhão de pessoas em países em desenvolvimento vivem como deslocados internos. Nesses movimentos, 80% das ações envolvem a área rural.

  

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