São Paulo terá perto de 24 milhões de habitantes em 2030

31 outubro 2018

Luanda terá 12 milhões de pessoas no mesmo ano; regiões metropolitanas de Lisboa e Porto terão crescimentos demográficos pouco expressivos; Maputo deverá chegar a um 1,5 milhão de pessoas no final da próxima década.

O Departamento de Assuntos Económicos e Sociais da ONU, Desa, estima que em 2018, 55,3% da população mundial viva em áreas urbanas.  Um valor que deverá aumentar para 60% em 2030.  Nesse ano, prevê-se que uma em cada três pessoas habite em cidades com pelo menos meio milhão de habitantes.

Cidades lusófonas

São Paulo, no Brasil, continuará a ser a maior área metropolitana dos países de língua portuguesa. De acordo com o Desa, a sua população irá crescer perto de 2 milhões entre 2018 e 2030, ano em que a sua população total ficará muito perto dos 24 milhões.

Já a população de Maputo, capital de Moçambique, deverá crescer, em média, 2,5% ao ano, chegando perto de 1,5 milhão de pessoas no final da próxima década.

As cidades de Lisboa e Porto, em Portugal, sofrerão um crescimento populacional tímido, com um aumento médio abaixo de 1% ao ano.

Mais cidades e maiores

O Desa informa ainda que as cidades estão a crescer em tamanho e número. Em 2000, havia 371 cidades com pelo menos 1 milhão de habitantes ou mais em todo o mundo. Em 2018, haverá 548 e em 2030 serão 706.

Também as “megacidades”, os centros urbanos com mais de 10 milhões de habitantes, irão aumentar. Globalmente, prevê-se que das 33 megacidades em 2018 passe a haver 43 em 2030.  

Em 2000, havia 371 cidades com pelo menos 1 milhão de habitantes ou mais em todo o mundo. Em 2018, haverá 548 e em 2030 serão 706., by ONU Habitat/Julius Mwelu

As projeções indicam que das 28 cidades que vão ultrapassar a marca dos 5 milhões de habitantes entre 2018 e 2030, 13 estão na Ásia e 10 na África.

Entre 2018 e 2030, prevê-se que a população de Deli, na Índia, aumente em mais de 10 milhões de habitantes, enquanto a de Tóquio, no Japão, deverá diminuir em quase 900 mil.  Assim, espera-se que ambas invertam posições no topo da lista das maiores cidades do mundo.

Crescimento urbano

O Desa explica ainda que em 2018, 1,7 bilhão de pessoas, 23% da população mundial, moravam numa cidade com pelo menos 1 milhão de habitantes, em 2030, será 28% das pessoas. Este aumento da população urbana implicará uma redução da população rural.

As áreas rurais abrigavam 45% da população mundial em 2018, uma proporção que deve cair para 40% até 2030. Esses números levam o Desa a lembrar que à medida que as cidades aumentam em tamanho e número, tornar-se-ão o lar de uma parcela crescente da população.

Em 2030, um total projetado de 752 milhões de pessoas viverá em cidades com pelo menos 10 milhões de habitantes, representando 8,8% da população mundial.

Desastres naturais

O Desa informa ainda que das 1.146 cidades com pelo menos 500 mil habitantes em 2018, 58% apresentavam alto risco de exposição a pelo menos um dos seis tipos de desastres naturais: ciclones, inundações, secas, terremotos, deslizamentos de terra e erupções vulcânicas. 

189 cidades, a maioria localizada ao longo de costas marítimas, apresentavam alto risco de exposição a dois ou mais tipos de desastres naturais, enquanto que 26 cidades, incluindo as megacidades Manila, Osaca e Tóquio,  enfrentam um elevado risco de exposição a três ou mais tipos de desastre.

 

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