Dois soldados da paz morrem em ataque no Mali

27 outubro 2018

Missão de paz é a mais perigosa em todo o mundo para os boinas-azuis da ONU; ataque causou vários feridos.

Dois soldados da paz foram mortos e vários outros feridos após um ataque no Mali, informou este sábado  a Missão de Estabilização da ONU no país, Minusma.

A missão de paz é a mais perigosa em todo o mundo para os boinas-azuis da ONU. Segundo dados do Departamento de Operações de Manutenção de Paz, no ano passado, morreram 42 soldados da paz no país.

Chefe da ONU

Em nota publicada pelo seu porta-voz, o secretário-geral, António Guterres, condenou o ataque entregou as suas condolências às famílias das vítimas.

O chefe da ONU lembra que "os ataques contra soldados da paz das Nações Unidas podem ser crimes de guerra segundo a lei internacional."

Guterres também mostrou solidariedade com o povo do Mali, dizendo que a ONU continua determinada em apoiar  os esforços do governo e do povo no caminho da paz.

Ataque

Secretário-geral visitou o Mali esta ano, by ONU/Marco Dormino

Em comunicado, a Missão disse que o ataque aconteceu na base de Ber, perto de Timbuktu. Os soldados da paz "repeliram um ataque complexo, lançado simultaneamente por várias veículos armados com lança-foguetes e metralhadoras."

Os boinas-azuis perseguiram os agressores não identificados e, algumas horas depois, na região de Mopti, foram atacados novamente, desta vez através de dispositivos explosivos improvisados.

O representante especial da ONU e chefe da Minusma, Maamat Saleh Annadif, expressou sua indignação com os ataques realizados por “inimigos da paz”.

Paz

Annadif disse que condena “fortemente este ataque brutal que não prejudicará a determinação de apoiar o Mali em sua marcha para a paz.”

Segundo ele, "os autores desses crimes devem ser processados e obrigados a pagar por suas ações."

O chefe da Minusma estendeu suas condolências às famílias dos mortos e desejou aos feridos uma "rápida e completa recuperação".

A violência no país, com a proliferação de grupos armados que lutam contra forças do governo e seus aliados, aumentou há seis anos, depois de um golpe fracassado.

 

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