Representantes falam de impacto da ONU em países de língua portuguesa

24 outubro 2018

No Dia das Nações Unidas, ONU News reúne depoimentos de altos funcionários em Angola, Guiné-Bissau, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe.

Funcionários das Nações Unidas cuja ação tem impacto direto em países de língua portuguesa falam de resultados alcançados nessas nações, tendo como meta tornar a organização mais relevante. Neste 24 de outubro, a ONU completa 73 anos.

As atividades das Nações Unidas são guiadas pelos princípios de erradicação da pobreza, da construção da paz e segurança, da assistência humanitária e da proteção dos direitos humanos. É sobre essas áreas que a ONU News reuniu depoimentos dos entrevistados.

Coordenação na Guiné-Bissau

Representante especial para a Guiné-Bissau, José Viegas Filho, by ONU News

O diplomata brasileiro José Viegas Filho representa o secretário-geral da ONU na Guiné-Bissau e destacou a ajuda para a estabilização do país, onde as eleições legislativas estão marcadas para 18 de novembro.

“Estamos vivendo um momento de grande coordenação entre a comunidade internacional e a ONU do ponto de vista do aprimoramento da vida política de Guiné-Bissau, sendo bem recebido pela própria elite política da Guiné-Bissau.”  

A votação será a primeira após a crise política e institucional que começou em 2015.

 

Timor-Leste

Quando se trata de consolidação da paz, Timor-Leste é considerado um caso de sucesso na assistência da ONU pelo envolvimento dos próprios líderes. A organização apoia o país desde o início do processo que há 19 anos levou à autodeterminação dos timorenses.

 

Coordenador residente da ONU em Timor-Leste, Roy Trivedy, by ONU News

Nas comemorações do Dia das Nações Unidas, o representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento em Timor-Leste, Roy Trivedy, declarou que a cooperação internacional continua essencial na fase de desenvolvimento.

“Estamos a trabalhar na área de serviços, primeiro. Segundo, na área de exclusão e inclusão de cada membro da sociedade. E, terceiro, na área do crescimento da economia.”

Uma das grandes questões da ONU é atuar num mundo em que uma em cada nove pessoas ainda passa fome. A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação, FAO, fala de um aumento de 815 milhões em 2016, para quase 821 milhões de pessoas nessa situação em 2017.

Qualidade

Hélder Muteia. Foto: Arquivo pessoal
Hélder Muteia. Foto: Arquivo pessoal.

Hélder Muteia representanta a agência na África Central, e as ações do seu dia a dia também cobrem São Tomé e Príncipe.

“Em São Tomé e Príncipe, a FAO apoia os agricultores e outros produtores rurais a produzirem alimentos de qualidade de uma forma sustentável em toda a cadeia de valor dos alimentos.”

A questão da segurança alimentar é ligada à pobreza, da qual mais de 1 bilião de pessoas saíram desde 1990 com o apoio das Nações Unidas.

Nessas ações, os funcionários atuam diretamente com governos dos países. Um dos casos é do representante da ONU em Angola, Paolo Balladeli, há mais de 40 anos envolvido na área da cooperação internacional.  

Economia

Coordenador residente da ONU em Angola, Paolo Balladelli, by ONU News

Ele fala da relevância de atuar em países como Angola, que está em fase de desenvolvimento para economia de rendimento médio.

“Temos uma presença, as Nações Unidas, importante no país. Neste momento, com 11 agências do nosso sistema e nos distintos âmbitos. Há muitos programas, realmente, no âmbito social, económico e mesmo na boa governação.”

Os funcionários das Nações Unidas atuam muitas vezes fora do conforto e da segurança de familiares.

Trabalhando na organização, abraçam o lema não deixar ninguém para trás, dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável como parte da Agenda 2030 que envolve Pessoas, Planeta, Prosperidade, Paz e Parcerias.

 

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