Acnur sobre caravana de migrantes: “é urgente estabilizar a situação”

23 outubro 2018

Maioria do grupo de mais de 7 mil pessoas vem das Honduras; agência defende acesso de indivíduos fugindo de perseguição e violência ao território e procedimentos para determinar seu estatuto de refugiado.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados, Acnur, disse esta terça-feira que é preciso estabilizar com urgência a situação de milhares de migrantes das Honduras que estão numa caravana em direção aos Estados Unidos.

Falando a jornalistas em Genebra, o porta voz do Acnur, Adrian Edwards, disse que uma das grandes preocupações é a situação humanitária. Segundo o representante, muitas pessoas precisam de comida, água e serviços de saúde.

Necessidades

Funcionários do Acnur ajudam migrantes na fronteira entre Guatemala e México, by Acnur/Julio López

A maioria daqueles que seguem na caravana são migrantes das Honduras fugindo da pobreza no seu país. Eles tentam chegar até à fronteira entre o México e os Estados Unidos.

O Acnur estima que pelo menos 7 mil pessoas participam na segunda marcha do gênero que acontece este ano. A primeira realizou-se em abril.

Segundo Edwards, existem riscos de segurança, como sequestro. Para a agência, é essencial que existam condições para receber estas pessoas e processar as candidaturas de asilo.

Asilo

Com a rota para os Estados Unidos se tornando muito difícil, cada vez mais pessoas estão escolhendo candidatar-se a asilo no México.

Neste momento, o Acnur tem 45 funcionários na área urbana de Tapachula, no estado de Chiapas, e outros estão a ser enviados.

A agência trabalha com as autoridades mexicanas para prestar ajudar técnica e garantir o registo dos candidatos. A agência também ajuda a criar sistemas de identificação e acompanhamento para os migrantes com necessidades especiais.

Direitos

O Acnur avisou os países na rota da caravana que é provável que o grupo inclua pessoas fugindo de perigos verdadeiros.

O porta-voz afirmou que “as responsabilidades de todos os países é a mesma”. Segundo ele, “os indivíduos que fogem de perseguição e violência precisam de acesso ao território e procedimentos para determinar o seu estatuto de refugiado.”

Segundo o Banco Mundial, 66% dos hondurenhos vive na pobreza. Um em cada cinco moradores de zonas rurais vive com menos de US$ 1,90 por dia.  

Neste momento, a caravana atravessa a fronteira entre a Guatemala e o México.

 

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