Enviado especial da ONU sobre a Síria diz que deve deixar cargo em novembro
BR

17 outubro 2018

Falando ao Conselho de Segurança, Staffan de Mistura explicou que decisão deve-se a razões “puramente pessoais”; mediador promete “mês muito intenso” pela frente, que inclui visitar Damasco.

O enviado especial das Nações Unidas para a Síria anunciou que deve deixar o cargo no fim novembro.

Staffan de Mistura explicou esta quarta-feira ao Conselho de Segurança, que esse desejo vem sendo discutido com o secretário-geral e que as razões são “puramente pessoais”. Em seu pronunciamento, o representante agradeceu o apoio dado pelo chefe da ONU em relação a esta questão.

Damasco

No informe ao Conselho, o diplomata sueco falou do convite feito pelo Governo da Síria para que ele visite a capital Damasco na próxima semana.

Staffan de Mistura, que exerce o cargo há quatro anos e quatro meses, disse que até o fim de seu trabalho fará esforços para colocar no caminho certo as negociações de paz apoiadas pela ONU. Outra área que deve merecer sua atenção será ajudar a estabelecer as bases para uma nova constituição.

O enviado quer envolver as autoridades sírias nas ações relacionadas ao Comitê Constitucional. Para ele, “sem medidas em um ambiente seguro, calmo e neutro, o trabalho de um comitê constitucional não acabará sendo muito significativo. ”

A expectativa do representante é que haja avanços em um novo acordo constitucional para a Síria do pós-guerra , by Unicef/Souleiman

Detidos e Sequestrados

A expectativa do representante é que haja avanços em um novo acordo constitucional para a Síria do pós-guerra e também no grupo de trabalho sobre a libertação de detidos e sequestrados, a entrega de corpos e a identificação de desaparecidos.

Os 15 Estados-memros tiveram um informe sobre a reunião que discutiu esses temas na semana passada em Teerã, no Irã. O mediador contou que vem sendo pedido às partes que apresentem os primeiros resultados tangíveis porque “muitas pessoas na Síria estão esperando por isso. ”

De Mistura disse que objeções de Damasco atrasam o lançamento do comitê de 50 membros que foi proposto pela ONU, O grupo é composto por especialistas da Síria, da sociedade civil, de líderes tribais, de mulheres e outros.

Avanços

Em relação à situação humanitária no terreno, o enviado disse que até agora foi evitada uma catástrofe humanitária em Idlib, e que o memorando de entendimento que envolve a Rússia e a Turquia  parece estar sendo implementado. Ele falou de  “grandes avanços” no combate ao terrorismo, que deve continuar sendo uma prioridade.

De Mistura prometeu ao Conselho que pela frente vem “um mês muito intenso” e que sua expectativa é que o período seja frutífero.

 

 

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