Dezenas de empresas aderem ao Pacto Global em Angola
BR

16 outubro 2018

Coordenador residente da ONU no país ressaltou importância  de envolver o setor empresarial nos 10 princípios que destacam meio-ambiente, direitos humanos e combate à corrupção; formalização das primeiras empresas acontece na próxima semana.  

Cerca de 20 empresas vão aderir aos princípios do Pacto Global em Angola, segundo o coordenador residente das Nações Unidas Paolo Balladeli, em entrevista para a ONU News. 

“Faz parte do processo de dinamização da economia do país, de abertura a criar condições melhores para fazer negócio, que é também um dos pressupostos para trazer mais investimento.”

Companhias

A iniciativa em Angola surgiu há seis meses quando o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Pnud, e em conjunto com empresas do setor público, começou a fazer um trabalho de advocacia com outras companhias do mundo privado.

Balladeli também comentou os elementos principais do acordo, que junta centenas de organizações de mais de 160 países e tem uma relação com a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

“Recordamos que os princípios fundamentais são o respeito aos direitos humanos, o respeito à dignidade no trabalho, a sustentabilidade e luta à corrupção.”

Cooperação

O coordenador residente da ONU ressaltou a forte presença do Ministério de Relações Exteriores no processo, devido ao número de empresas estrangeiras envolvidas. O Ministério da Economia apoia o desenvolvimento do setor privado.

De acordo com Balladeli, no dia 22 de outubro, “começa o trabalho interno de melhoramento de elementos que permitam a adesão se materializar.”

Princípios

O Pacto Global é uma iniciativa desenvolvida pelo ex-secretário-geral da ONU, Kofi Annan, com o objetivo de mobilizar a comunidade empresarial para a adoção de práticas fundamentais.

Os 10 Princípios do Pacto Global:

  1. As empresas devem apoiar e respeitar a proteção de direitos humanos reconhecidos internacionalmente; e
  2. Assegurar-se de sua não participação em violações destes direitos.
  3. As empresas devem apoiar a liberdade de associação e o reconhecimento efetivo do direito à negociação coletiva;
  4. A eliminação de todas as formas de trabalho forçado ou compulsório;
  5. A abolição efetiva do trabalho infantil;
  6. Eliminar a discriminação no emprego
  7. As empresas devem apoiar uma abordagem preventiva aos desafios ambientais;
  8. Desenvolver iniciativas para promover maior responsabilidade ambiental;
  9. Incentivar o desenvolvimento e difusão de tecnologias ambientalmente amigáveis.
  10. As empresas devem combater a corrupção em todas as suas formas, inclusive extorsão e propina.

 

 

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