Plantas que crescem no Ártico podem aumentar aquecimento global
BR

11 outubro 2018

Artigo da Revista Nature revela que crescimento da vegetação de tundra está aquecendo o ambiente; fenômeno ocorre mais rápido em comparação a outros biomas da Terra. 

A vegetação de tundra é composta por tipos específicos de plantas que afetam fortemente o ciclo do carbono e o equilíbrio de energia do ecossistema, influenciando o clima numa escala regional e global.

A constatação foi feita por um estudo recente da revista Nature. A ONU Meio Ambiente declarou que acompanha essa questão e reafirmou o objetivo de reduzir os impactos climáticos.

Mudanças 

Segundo o especialista em mudanças climáticas da agência, Niklas Hagelberg, esse é um estudo importante porque vai ajudar a aprimorar as projeções de mudanças no ecossistema da tundra, que estão relacionadas ao aquecimento global.

Esse conjunto de ecossistemas é uma vegetação plana e rasteira, encontrada na região ártica da Europa, na Ásia e na América do Norte. Uma das principais características é a ausência de árvores porque o subsolo é congelado.

Em 30 anos, 180 cientistas analisaram 56.048 registros e 117 tipos de vegetação em um levantamento feito em diferentes áreas da tundra. Eles descobriram que arbustos de baixa altitude, relvas e outras plantas do Ártico se desenvolvem devido ao aumento de temperaturas. Esse crescimento vem ocorrendo em áreas mais úmidas do que secas.

Gelo

As plantas altas do Ártico acumulam mais neve em torno delas, impedindo o solo de congelar. Isso faz com que o gelo do subsolo derreta nos meses de verão e libere carbono na atmosfera.

Pelo menos 50% do carbono armazenado abaixo do solo está em solo congelado permanentemente. Além disso, as plantas que crescem acima da camada da neve, ajudam a escurecer a superfície da Terra, permitindo que o ecossistema da tundra absorva mais calor do sol.

O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, Ipcc, publicou nesta semana um relatório que analisa os desafios e impactos em limitar o aquecimento global a 1,5º Celsius. Em novembro, a ONU Meio Ambiente publicará o seu relatório mais recente de emissão de gases.

 

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