Projeto do Banco Mundial sobe em mais de 60% o valor de venda de grupos de agricultores
BR

4 outubro 2018

Ao longo de sete anos, Microbacias II permitiu a 300 associações e cooperativas modernizar maquinários e planos de Negócios; iniciativa inspira a Índia a adaptar à realidade local.*

Uma iniciativa do Banco Mundial em São Paulo ajudou organizações de  agricultores familiares do estado a aumentar o valor de venda dos produtos até 10 vezes acima do inicialmente esperado pelo projeto.

O Microbacias II, uma parceria com a coordenadoria de Assistência Técnica Integral, a Cati, foi implementado ao longo dos últimos sete anos.

Impacto

Segundo a avaliação de impacto do projeto, o valor das vendas aumentou 87%. Inicialmente, esperava-se 8% de crescimento. Ao todo, 300 associações e cooperativas receberam assistência técnica e financeira. Com isso, puderam criar planos de negócio, modernizar seus equipamentos e organizar a gestão de suas terras e produtos.

O atual coordenador da Cati, João Brunelli conta que a transformação pode ser notada no dia a dia desses agricultores. Agora, o desafio é expandir mercados.

“O projeto está no seu sétimo ano, finalizando um ciclo de investimentos com mais de 300 associações e cooperativas sendo beneficiadas, todas elas com seus planos de negócio implantados junto ao mercado e enfrentando, a partir desse momento, o desafio da gestão desse novo empreendimento.”

Garantias

Além do impacto na renda familiar, a expansão da iniciativa permitiu a contratação de mais pessoas, com direito a salário e todas as garantias trabalhistas. Com as novas oportunidades, o beneficiário Eide Aparecido indicou familiares para ajudar no serviço.

“Aqui, na cidade de Ibiúna, é meio difícil de serviço. Então desde criança na roça, aí você acaba gostando.  E é um serviço leve.”

O projeto não se restringiu à agricultura convencional. Buscou aliar o agronegócio a iniciativas sustentáveis, como a agro floresta, agricultura orgânica e hidropônica.

 O produtor e dirigente da Cooperativa Agropecuária de Ibiúna, Caisp, Antônio Dias, viu nisso a chance de aumentar o valor agregado do produto. E, também, melhorar a qualidade da vida de quem planta e de quem consome.

Produção

“Por fato de estar trabalhando com produto químico, veneno, a gente decidiu passar a trabalhar com orgânico. No início foi muito difícil, até entender o processo, mas hoje em dia a gente está tendo sucesso na produção.”

A iniciativa, pelos resultados, está atraindo a atenção de delegações estrangeiras, como a da Índia, que contou com membros do Banco Mundial e do Governo indiano, visitou o projeto na última semana e agora busca adaptar o modelo do Microbacias II à realidade local.

*Com reportagem de Guilherme Martins, do Banco Mundial Brasil.

 

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