Guterres anuncia criação da rede de coordenação para a migração

26 setembro 2018

Estrutura vai coordenar implementação do Pacto Global para a Migração que será assinado em dezembro; documento será ratificado pelos Estados-membros daqui a 10 semanas em Marrocos.

O secretário geral da ONU, António Guterres, abriu o evento de alto nível dedicado às migrações esta quarta-feira em Nova Iorque.

No encontro, Guterres defendeu que esse tipo de movimentos tem implicações muito significativas ao nível económico, político e ambiental. Por isso, ele considera necessário que a comunidade internacional chegue a um acordo relativamente à mobilidade humana.

Regulação

O Pacto Global para a Migração está a ser negociado com o objetivo de definir “uma abordagem que pretende beneficiar os migrantes, as pessoas que estes deixam para trás e as comunidades que os acolhem”, explicou Guterres.

Além disso, é preciso “lidar com as legítimas preocupações dos países de acolhimento e de potenciar os benefícios da migração.”

 

 

Coordenação

O secretário-geral adianta que a adoção deste pacto terá implicações para todo o sistema da ONU, por isso, anunciou a criação da “Rede para a Migração”, que será coordenada com a Organização Internacional para a Migração, OIM.

Esta rede para a migração “fornecerá apoio em todos os aspectos da mobilidade humana, desde o desenvolvimento económico até à segurança, à proteção dos direitos humanos e à igualdade de género.”

Esta rede para a migração fornecerá apoio em todos os aspectos da mobilidade humana, desde o desenvolvimento económico até à segurança, à proteção dos direitos humanos e à igualdade de género.

Quase metade dos estimados 260 milhões de migrantes são mulheres e meninas, e “a implementação do Pacto Global deve responder plenamente às suas necessidades e às suas vozes ”.

Compromisso

Os Estados-membros irão reunir-se dentro de 10 semanas em Marrocos, para a ratificação deste pacto.

Guterres apelou aos governos, às empresas, à sociedade civil, e às autoridades locais e regionais que tenham uma abordagem construtiva à mesa das negociações.

O secretário-geral concluiu dizendo que o pacto “é um compromisso coletivo que permitirá gerir um dos maiores desafios da globalização”.

Já o diretor-geral da OIM, William Lacy Swing, afirmou que a agência está “altamente empenhada” e que trabalhará em conjunto com todas os parceiros “para a implementação do Pacto”.

 

 

 

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