OIM preocupada com novo surto de cólera na Nigéria

20 setembro 2018

Mais de 1,5 mil novos casos registados em menos de duas semanas; governo do país e parceiros humanitários promovem campanhas de sensibilização junto das populações; Zimbabué também assiste a novo surto da doença.

As autoridades nigerianas informaram que foram registados 1.522 casos suspeitos de cólera no país entre os dias 5 e 17 de setembro. Segundo o relatório do Ministério da Saúde da Nigéria, há já 31 mortes associadas, por isso, está a ser coordenada uma resposta ao surto da doença com a equipa humanitária do país.

Campanhas

A Organização Internacional para Migração, OIM, está a promover atividades para melhorar as condições de higiene em várias áreas do país, visitando 2.726 casas para ajudar a melhorar as práticas de higiene e organizando discussões sobre o tema com as populações locais.

Estão também a ser construídas mais instalações sanitárias como latrinas e duches em zonas de alto risco de propagação da doença.

Para o Coordenador de emergência da OIM Nigeria, Fouad Diab, é fundamental "detectar e responder rapidamente a casos suspeitos de cólera para o controle de surtos, que se podem espalhar rapidamente".

O responsável afirma que a equipa está a trabalhar “para garantir que práticas básicas de higiene, incluindo o uso de água limpa e segura, e o saneamento adequado sejam promovidas entre as pessoas deslocadas internamente e as comunidades de acolhimento”.

Zimbabué

Este surto surge numa altura em que também o Zimbabué está a registar um aumento da incidência da doença.

O Zimbabué já assistiu a vários surtos de cólera, o último aconteceu entre maio de 2008 e agosto de 2009, by OCHA/Yasmina Guerda

Segundo a Organização Mundial de Saúde, OMS, o número de casos está a aumentar e a alastrar-se para a capital, Harare. O governo do país declarou estado de emergência  e está a trabalhar com os parceiros internacionais para travar o avanço da doença.

O Zimbabué já assistiu a vários surtos de cólera, o último aconteceu entre maio de 2008 e agosto de 2009, período durante o qual morreram mais de 4 mil pessoas.

 

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud