Banco Mundial: pobreza extrema está diminuindo, mas a ritmo lento

19 setembro 2018

Será mais difícil erradicá-la até 2030 caso os investimentos em saúde e educação não aumentem. Em 2015, 736 milhões de pessoas ainda viviam com menos de US$ 1,90 ao dia*

O Banco Mundial anunciou nesta quarta-feira que a pobreza global está diminuindo, mas a um ritmo cada vez mais lento.

De 1990 a 2015, o percentual de extrema pobreza passou de 36% para 10% da população mundial, com queda média de um ponto percentual ao ano. No período, mais de 1 bilhão de pessoas deixaram de viver abaixo da linha de pobreza extrema, com menos de US$ 1,90 ao dia.

Queda

Mas, nos dois últimos anos desse intervalo, ou seja, de 2013 a 2015, a queda foi menos intensa. A análise do Banco Mundial indica que, se essa tendência se mantiver, será mais difícil erradicar a extrema pobreza até 2030.

Pessoas sem abrigo no Paraguai. , by Rocío Franco

Preços

Segundo os dados mais recentes, relativos a 2015, 736 milhões de pessoas ainda viviam com menos de US$ 1,90 ao dia. Estima-se que, em 2018, a taxa de pessoas em pobreza extrema chegará a 8,6%, a menor da história. No entanto, apesar desse enorme progresso, os percentuais continuam altos nos países afetados por conflitos e instabilidade política.

O declínio lento da pobreza também tem a ver com a queda nos preços das matérias-primas e outros problemas econômicos nos países em desenvolvimento.

Regiões

O cenário mais desafiador é o da África Subsaariana, onde 40% da população é extremamente pobre. O percentual deve permanecer em dois dígitos até 2030, se não houver mudanças significativas nas políticas públicas.

Já na América Latina e Caribe, região onde está o Brasil, 4% da população ainda vive com menos de US$ 1.90 ao dia. Isso corresponde a 26 milhões de pessoas.

Para dar fim à extrema pobreza até 2030, segundo o Banco Mundial, os investimentos em saúde e educação, que formam o capital humano, precisam aumentar. A instituição publicará em 17 de outubro, Dia Mundial para Erradicação da Pobreza, um novo estudo sobre esse tema.

 

*Reportagem de Mariana Ceratti, do Banco Mundial.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud