ONU fecha Assembleia Geral de “decisões para permitir mudanças de paradigma”
BR

17 setembro 2018

Secretário-geral destaca resolução que apoia transformação no apoio ao progresso social e econômico dos países; ex-presidente do órgão alerta para o que chamou “ameaça ao multilateralismo”.

 

O secretário-geral disse esta segunda-feira que decisões tomadas na 72ª sessão da Assembleia Geral poderão mudar a forma como são administradas as Nações Unidas.

A sessão foi marcada pela posse da nova presidente, María Fernanda Espinosa, que nesta terça-feira abrirá a nova sessão do órgão que encerra em setembro de 2019.

Intolerância

Para António Guterres, o período de sessões foi “movimentado e ativo” porque debateu questões que vão desde a mudança climática, a intolerância, o desarmamento, o desenvolvimento econômico e social.

O chefe da ONU também disse que o órgão mais uma vez se mostrou como fórum para abordar todo o conjunto de preocupações e aspirações do mundo.

Guterres citou a restruturação de paz e segurança ao lembrar a adoção de uma ampla resolução para reposicionar o sistema de desenvolvimento das Nações Unidas. Para ele, essa medida introduz a mais ambiciosa transformação no apoio ao progresso social e econômico em décadas.

Desenvolvimento

Para Guterres, se essas mudanças e reformas forem totalmente executadas tornarão a organização mais eficaz e eficiente na busca da paz e apoiarão os Estados-membros na implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.

Guterres elogiou ainda a “habilidade” do presidente cessante da Assembleia Geral, Miroslav Lajcák, no período em que esteve à frente desse órgão.

 

No seu último discurso como presidente da Assembleia Geral, Lajcák pediu uma reflexão sobre o que chamou de “cinco tendências” observadas em seu mandato.

Conceito

Miroslav Lajčák, presidente da 72ª Assembleia Geral entrega o martelo a Maria Fernanda Espinosa Garcés, presidente eleita da 73ª Assembleia Geral, by ONU news/ Manuel Elias

A primeira é a paz, sobre a qual disse que para que esta seja sustentável, “não pode ser apenas um conceito ou uma aspiração”.

Em segundo lugar, Lajcák pediu atenção para o planeta. Para ele, além de se reagir às mudanças do clima há uma necessidade de ação real.

Como terceira tendência, o ex-presidente da Assembleia Geral disse haver uma capacidade crescente do órgão de se adaptar às grandes mudanças globais.

Financiamento

A quarta é a reforma da ONU, que para Lajcák precisa evoluir, se adaptar e ser reformulada, mas que para isso precisa de financiamento.

Como quinta tendência, Lajcák disse que o espaço para o diálogo está se fechando. 

Após alertar para o que chamou de “ameaça ao multilateralismo”, o ex-presidente disse que o mundo está numa encruzilhada e precisa fazer algumas escolhas difíceis. Ele destacou que deve haver uma escolha entre “atuar para uma vida melhor para todos, ou seguir o caminho das crescentes desigualdades e promessas quebradas”.

A outra opção seria entre uma nova abordagem para a paz ou uma “via que trará mais sofrimento humano”.

 

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