Conselho de Segurança discute reforma das operações de paz

12 setembro 2018

Subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, participou no encontro; número de boinas-azuis mortos até 31 de agosto baixou 32% comparado com o mesmo período do ano passado.

O subsecretário-geral para Operações de Paz, Jean-Pierre Lacroix, disse esta quarta-feira que “melhorar as operações de manutenção da paz é um esforço coletivo”.

Lacroix falou num encontro do Conselho de Segurança, em Nova Iorque, dedicado à reforma e desempenho destas missões.

Vítimas

O responsável afirmou que o debate acontece num momento em que as operações enfrentam vários desafios, como soluções políticas frágeis, terrorismo internacional, crime organizado e violência de larga escala contra civis.

Jean-Pierre Lacroix fala ao Conselho de Segurança.
Jean-Pierre Lacroix fala ao Conselho de Segurança. , by ONU/Loey Felip

Segundo Lacroix, entre 1 de janeiro e 31 de agosto, morreram 17 soldados da paz devido à violência. No mesmo período do ano passado, ocorreram 26 mortes, o que representa uma queda de 32%.

Apesar deste resultado, o subsecretario-geral da ONU disse que “demasiados soldados da paz continuam fazendo o maior sacrifício”.

Esforço

O responsável acredita que “todos os interessados na manutenção da paz, de uma forma ou de outra, precisam melhorar o seu desempenho e todos precisam apoiar” esse esforço.

Lacroix destacou várias iniciativas e projetos lançados pelas Nações Unidas para melhorar o setor. Segundo ele, “esse fortalecimento também requer o fortalecimento daqueles que fornecem seus homens e mulheres”.

O responsável encorajou todos os Estados-membros com capacidade para dar formação e equipamento para que continuem a contribuir. Ele também pediu que outros países, sobretudo aqueles com maiores capacidades militares, contribuam com mais tropas e policiais.

Consenso

Lacroix também informou que, até ao momento, 55 Estados-membros assinaram a Declaração de Compromissos Compartilhados, parte da iniciativa de Ação para Manutenção da Paz.

Segundo ele, este apoio à declaração “reflete o forte consenso em torno dos principais objetivos estabelecidos”.

 

 

 

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