Guterres: destruição no Museu Nacional é perda inestimável para toda a humanidade

António Guterres, secretário-geral da ONU
ONU/Jean-Marc Ferré
António Guterres, secretário-geral da ONU

Guterres: destruição no Museu Nacional é perda inestimável para toda a humanidade

Cultura e educação

Secretário-geral manifesta solidariedade com brasileiros em sua conta no Twitter; Unesco fala de fragilidade de mecanismos nacionais de preservação dos bens culturais após incêndio que consumiu coleção no Rio de Janeiro.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou solidariedade com todos os brasileiros pela destruição que foi causada pelo incêndio de domingo no Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

Em sua conta do Twitter, o chefe da ONU disse que a tragédia “era uma perda inestimável para toda a humanidade”.

Acervo

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A ONU já tinha reagido ao evento em nota da Organização das Nações Unidas para Educação Ciência e Cultura, Unesco. A agência destacou o acervo de “uma das instituições científicas e antropológicas mais importantes da América Latina.”

A Unesco sublinhou ainda que a perda dos 20 milhões de itens da coleção por causa do fogo “representa a maior tragédia da cultura brasileira nos últimos tempos”.

Para a agência, o incêndio “expõe a fragilidade dos mecanismos nacionais de preservação dos bens culturais”.

Proteção

A destruição juntou-se a outras perdas significativas em museus brasileiros ocorridas recentemente como do Instituto Butantã, em 2010, do Memorial da América Latina em 2013, do Museu da Língua Portuguesa em 2015 e da Cinemateca em 2016.

Guterres: destruição no Museu Nacional é perda inestimável para toda a humanidade

A Unesco recorda ainda que o Brasil apoiou a 38ª sessão da Conferência Geral da Unesco, que em novembro de 2015 adotou a Recomendação sobre Proteção e Promoção de Museus e Arrecadações, sua Diversidade e seu Papel na Sociedade.

Para a diretora e representante da agência no Brasil, Marlova Jovchelovitch Noleto, “é imperativo que tais medidas sejam implementadas de imediato para evitar que essas tragédias ocorram, colocando em risco a cultura nacional e sua memória de forma irreparável”.