Onda de violência matou 21 pessoas em uma semana na Líbia

4 setembro 2018

De acordo com Escritório de Direitos Humanos, ocorrem disparos indiscriminados e uso de armamento pesado em Trípoli; pelo menos 16 pessoas ficaram feridas; mais de 8 mil migrantes foram presos de forma arbitrária.

As Nações Unidas apelaram ao respeito e à proteção de pessoas e instalações civis devido à onda de violência que já matou pelo menos 21 pessoas na capital da Líbia, Trípoli.

Esta terça-feira, o Escritório de Direitos Humanos também pediu o fim dos ataques a centros médicos e meios de transporte nos confrontos que começaram a 26 de agosto.

Áreas residenciais

Mais de 16 pessoas ficaram feridas após disparos indiscriminados e o uso de armamento que inclui foguetes, tanques e artilharia em áreas residenciais densamente povoadas.

Esta terça-feira, o Escritório de Direitos Humanos pediu a todas as partes que acabem com os ataques e tomem todas precauções para poupar civis e suas instalações.

Outra preocupação da ONU é com o impacto do conflito em pessoas que estão em situações de maior fragilidade, incluindo migrantes e deslocados internos.

Migrantes

Cerca de 8 mil migrantes foram detidos de forma arbitrária em centros de detenção nas áreas onde ocorrem combates. Eles não têm acesso a alimentos ou ao tratamento médico.

O escritório revela ainda que aqueles que foram liberados não conseguiram ter segurança e nem serviços essenciais. Migrantes que estavam em centros oficiais de detenção foram depois levados por grupos armados.

No domingo, pelo menos dois deslocados da comunidade Tawergha morreram e cinco mulheres ficaram feridas após um ataque a bomba ao acampamento de al-Fallah.

Centenas de famílias deslocadas estão agora abrigadas em escolas. Outras continuam retidas nas áreas que foram atacadas sem eletricidade, água e comida onde ocorrem combates e saques.

Ambulâncias

A Missão da ONU na Líbia, Unsmil, anunciou que dois trabalhadores humanitários foram alvejados no domingo enquanto tentavam retirar civis presos perto de Khilat al-Firjan. O grupo armado al-Kaniyat também teria confiscado ambulâncias dos serviços de emergência.

O escritório da ONU apela a todas as partes envolvidas no conflito que facilitem o acesso imediato, desimpedido e seguro da ajuda humanitária e dos trabalhadores do setor que querem servir aos civis necessitados.

Outro pedido feito às partes em conflito é que facilitem o movimento seguro e voluntário de civis que queiram abandonar áreas onde ocorrem ataques.

 

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