ONU marca Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados

30 agosto 2018

Problema, uma vez comum em ditaduras militares, é agora recorrente em situações de conflitos internos, como meios de repressão política a opositores, forma de assédio a defensores de direitos humanos e outros indivíduos; somente em Kosovo, desde 1999, foram registrados 6 mil desaparecimentos.

Neste 30 de agosto, a ONU marca o Dia Internacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados.  A tática tem sido utilizada como uma forma de espalhar terror nas sociedades.

Este crime ocorre em várias regiões do mundo. Antes, mais restrito a ditaduras militares, os desaparecimentos hoje são usados como forma de repressão a opositores e dissidentes políticos, defensores de direitos humanos, parentes de vítimas e até mesmo advogados de famílias que sofrem com o problema.

Pessoas com deficiência

Para a ONU, o Dia é uma oportunidade de chamar a atenção para a impunidade que ainda existe sobre os desaparecimentos forçados.

Para a organização é preocupante que países usem os desaparecimentos com atividades de combate ao terrorismo ou como uma desculpa para descumprir obrigações internacionais.

As Nações Unidas evidenciam ainda grupos específicos de vulneráveis como crianças e pessoas com deficiência.

Em 2010, a Assembleia Geral da ONU expressou profunda preocupação com os desaparecimentos forçados na resolução 65/209.

Kosovo

Dentre os desaparecimentos estavam detenção, prisões arbitrárias e até mesmo sequestros. Há um aumento no número de relatos de casos de maus tratos, assédio  e intimidações incluindo a familiares das vítimas do crime.

O mesmo documento saudou a Convenção Internacional para Proteção de Todas as Pessoas do Desaparecimento Forçado, e declarou 30 de agosto como Dia Internacional sobre o tema.

De acordo com a ONU, somente em Kosovo foram registrados 6 mil casos de desaparecimentos forçados desde 1999.

 

 

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