ONU lança apelo para que Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares passe a valer

29 agosto 2018

Nações Unidas assinalam Dia Internacional contra Testes Nucleares; mensagem do secretário-geral sobre o tema destaca que principais vítimas são pessoas de comunidades vulneráveis.

As Nações Unidas assinalam este 29 de agosto o Dia Internacional contra Testes Nucleares. Em mensagem sobre o tema, o secretário-geral disse que a história desta atividade é “uma história de sofrimento, com as vítimas pertencendo às comunidades mais vulneráveis do mundo”.

De acordo com a organização, cerca de 2 mil testes de armas nucleares aconteceram no planeta após o registo do primeiro ensaio em 16 de julho de 1945 nos Estados Unidos.

Norma

Em nota, António Guterres afirmou que “as consequências arrasadoras não se limitam às fronteiras internacionais, têm impactos no ambiente, saúde, segurança alimentar e desenvolvimento econômico. ”

O secretario-geral conversou com sobreviventes das bombas atômicas contras as cidades de Hiroshima e Nagasaki este verão. by ONU Dan Powell

Segundo ele, desde o final da Guerra Fria, uma norma internacional foi desenvolvida contra esta prática, que neste século foi violada por apenas um Estado. Guterres acredita que “a força dessa norma é validada pela condenação esmagadora que a comunidade internacional faz de cada violação. ”

Tratado

Apesar deste sucesso, Guterres explicou que “uma moratória voluntária não substitui uma proibição global e legalmente vinculativa dos testes nucleares. ”

O chefe da ONU lembrou o Tratado Abrangente de Proibição de Testes Nucleares, de 1996, que ainda não entrou em vigor. Guterres acredita que “as necessidades de segurança coletiva exigem que todos os esforços sejam feitos para fazer entrar em vigor este tratado essencial. ”

Objetivo  

A primeira celebração do Dia Internacional contra Testes Nucleares aconteceu em 2010, um ano após a sua proclamação pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

O Dia pretende envolver a organização e seus Estados-membros incluindo instituições intergovernamentais e organizações não-governamentais de áreas académica, redes de jovens e meios de comunicação.

A meta é informar, educar e defender a necessidade de proibir o uso de armas nucleares como um passo para alcançar um mundo seguro.

 

 

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