Ebola já matou 63 pessoas na República Democrática do Congo

24 agosto 2018

OMS anunciou que 103 casos ocorreram em seis áreas afetadas pela 10ª epidemia no país; agência trabalha em novo plano de resposta ao surto com autoridades congolesas; financiamento será garantido por doadores e parceiros humanitários.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, anunciou esta sexta-feira que o atual surto de ebola já matou 63 pessoas na República Democrática do Congo, RD Congo.

A agência confirmou, em Genebra, um total de 103 casos em seis áreas congolesas afetadas pelo décimo surto que ocorre no país. O surto surgiu em  Mangina, na província do Kivu do Norte, que tem uma proporção de 80% de casos e mortes.

Epidemia

A grande maioria dos pacientes é de regiões que ficam num raio entre 20 km e 30 km da área onde foram identificados os primeiros casos da epidemia , no princípio de agosto.

Novos pacientes foram descobertos nas vilas de Malalako e Oicha, no Kivu do Norte. Um deles viajou de Oicha para a cidade de Beni. Outro caso seria um médico que foi hospitalizado na que é considerada zona de guerra, onde o acesso depende de medidas de segurança.

A OMS tem equipas no terreno para responder ao surto. , by OMS/Twitter

A diretora-geral assistente da OMS, Mariângela Simão, falou à ONU News de Genebra sobre a eficiência da vacina aplicada aos pacientes.

"Começou junto com as autoridades da República Democrática do Congo o que a gente chama de vacinação em anel. São vacinadas as pessoas que tiveram contacto com pessoas que tiveram ebola. Mas a vacina tem funcionado bem. Uma das questões dessa vacina é que ela é produzida pela Merck Sharp & Dohme. Ela ainda não está licenciada globalmente para usar em outros locais. Ela está sendo utilizada na Republica Democrática do Congo com óptimos resultados. "

Apesar desse desafio, a agência afirma que a resposta à doença aumenta e todas as questões essenciais estão sendo observadas.

A OMS informou ainda que está pronta para lidar com novos casos e operar em ambientes muito complexos devido a confrontos armados.

Investigações

A agência investiga novos alertas nas províncias de Mongala, Alto Wele e Alto Katanga. Profissionais da ONU e do Ministério da Saúde congolês atuam fazendo investigações e imunizações, além de educar sobre água, saneamento e higiene.

Outros tópicos que merecem atenção se relacionam à vigilância à contaminação através de contato com pessoas que morreram vítimas da  doença e a ajuda psicológica às famílias afetadas.

Desde 8 de agosto, mais de 2 mil pessoas foram vacinadas contra o ebola na RD Congo. A OMS e as autoridades congoleses trabalham em um plano de resposta ao surto que deve ser financiado por doadores e parceiros humanitários.