Unicef volta a alertar sobre morte de crianças em conflitos na Síria e no Iêmen

13 agosto 2018

Desde sábado, quase 50 crianças perderam a vida em ataques nas cidades sírias de Idlib e Alepo e em localidades no norte do Iêmen.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, chamou a atenção para a morte de dezenas de crianças nos conflitos iemenita e sírio.

Em nota, o diretor regional da agência para o Oriente Médio e Norte da África, Geert Cappelaere, destaca que nos últimos três dias 21 crianças foram mortas no norte do Iêmen. Já na Síria, foram 28 mortes.

"Guerra a Crianças"

Falando à ONU News, de Amã, na Jordânia, a chefe de Comunicação do Unicef, Juliette Touma, disse que a agência continua a esforçar para proteger as crianças mais vulneráveis e fazer com que sua voz seja ouvida.

Ela disse ainda que “há uma guerra a crianças”, tanto na Síria como no Iémen, e o apelo das famílias e das próprias crianças é que esta chegue ao fim.

Mulheres 

De acordo com as Nações Unidas, a guerra civil que se agravou em 2015 no Iêmen provocou a maior crise humanitária do mundo. Mais de 22 milhões de pessoas precisam de ajuda por causa do conflito entre governo e grupos rebeldes.

Já no caso sírio, de acordo com Cappelaere, somente nas últimas 36 horas, 28 crianças foram mortas em Idlib e no oeste de Aleppo.

A nota destaca que dentre os mortos estão sete pessoas da mesma família. A violência também destruiu três centros de saúde apoiados pelo Unicef, sendo que dois deles priorizavam mulheres e crianças.

Já no caso sírio, de acordo com Cappelaere, somente nas últimas 36 horas, 28 crianças foram mortas em Idlib e no oeste de Aleppo.

A nota destaca que dentre os mortos estão sete pessoas da mesma família. A violência também destruiu três centros de saúde apoiados pelo Unicef, sendo que dois deles priorizavam mulheres e crianças.

Operação

O representante destaca ainda que a guerra que afeta as crianças na Síria coloca pelo menos 1 milhão de menores em risco, apenas em Idlib.

Agências de notícias locais informaram que nos últimos dias foram enviados reforços das Forças Armadas para operar nas áreas fronteiriças da província controlada por rebeldes.

Na semana passada, o assessor especial do enviado especial da ONU para a Síria Jan Egeland, disse que o conflito “não podia chegar a Idlib”,  por  ser um lugar para onde “muitas pessoas fugiram”.

 

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