Trabalhadores humanitários abandonam seus postos temendo prisão na Síria

30 julho 2018

Escritório de Assistência Humanitária revela que neste momento o auxílio é mais necessário no sudeste; agências e ONGs tentam apoiar cerca de 13 milhões de necessitados no país.

Funcionários humanitários da Síria têm maiores receios de serem presos ou detidos com a mudança de forças que assumem o controle de áreas do sudoeste do país, segundo o Escritório da ONU de Assistência Humanitária, Ocha.

Coordenador regional Humanitário para a Crise na Síria, Panos Moumtzis, diz que funcionários arriscam suas vidas diariamente , by Foto ONU/Jean-Marc Ferre

Grande parte deles parou de trabalhar com agências. Este problema tem impacto significativo na resposta humanitária e deixa um vazio nessas áreas.

Proteção

O Escritório das Nações Unidas reiteram o seu apelo à segurança e à proteção dos funcionários humanitários locais na Síria, que na linha de frente prestam assistência essencial a milhões de pessoas em todas as áreas.

Para o coordenador regional Humanitário para a Crise na Síria, Panos Moumtzis, esses funcionários arriscam suas vidas, diariamente, e atuam incansavelmente para dar ajuda essencial e outro tipo de apoio segundo os princípios humanitários.

Ele lembrou que, pelo direito internacional humanitário e dos direitos humanos, todas as partes do conflito na Síria devem respeitar e proteger os trabalhadores humanitários e outros civis.

Funcionários do setor, incluindo como membros do Crescente Vermelho, pagam um preço pela violência perdendo vidas se esforçando para ajudar os necessitados.

Conhecimento

Moumtzis destaca ainda que os trabalhadores conhecem a área  e continuam sendo a espinha dorsal dos esforços de resposta.

Por essa razão, o chefe humanitário quer todos os passos dados para melhor proteger os trabalhadores humanitários na Síria e garantir que continuem os serviços de apoio a uma resposta humanitária eficaz e sustentável aos necessitados.

Ele lembra que o país é um dos ambientes mais desafiadores e perigosos para o pessoal humanitário. Desde o início da crise, em março de 2011, centenas de trabalhadores e pessoas que prestam serviços morreram em ação. As agências da ONU, ONGs e outros parceiros apoiam cerca de 13 milhões de pessoas. O número inclui 6,5 milhões de deslocados internos de áreas controladas pelo governo ou atores não governamentais. 

 

 

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