Moradores de Hodeida, no Iêmen, em “risco extremo” devido a ataques

29 julho 2018

 Afirmação é da coordenadora-residente da ONU no Iêmen, Lise Grande; novos ataques na cidade portuária destruíram o principal centro de distribuição de água; já existem moradores com cólera.

A coordenadora-residente da ONU no Iêmen, Lise Grande, disse este domingo que “ataques aéreos estão colocando civis inocentes em risco extremo".

Grande disse ainda que, durante semanas, a ONU e os seus parceiros tem “feito todo o possível para ajudar centenas de milhares de pessoas que moram perto de Hodeida”.

Ataques

Coordenadora-residente da ONU no Iêmen, Lise Grande. , by ONU/Isaac Billy

Nos dias 26, 27 e 28 de julho, ataques aéreos perto de um centro de saúde reprodutiva e de um laboratório público em Hodeida  danificaram uma instalação de saneamento em Zabid e um centro de distribuição de água, que fornece a maior parte da água para a cidade de Hodeida.

Grande afirmou que "desde o início da recente ofensiva militar, os parceiros humanitários têm fornecido alimentos, água, kits de emergência, dinheiro e assistência médica."

Segundo ela, apesar de trabalharem sob algumas das condições mais difíceis imagináveis, foi possível chegar a 80% das pessoas deslocadas pelo conflito com alguma forma de assistência.

Grande informou ainda que a cólera já está presente nos bairros da cidade e na província. Ela acredita que “danos a instalações de saneamento, água e saúde comprometem tudo o que estão tentando fazer.”

Ela acredita que "podemos estar a apenas mais um ataque de distância de uma epidemia incontrolável".

Crise

A coordenadora-residente lembrou ainda que “todas as partes no conflito são obrigadas pela lei internacional humanitária a fazer todo o possível para proteger os civis e assegurar que eles têm acesso à assistência a que têm direito”.

O Iêmen é considerado a pior crise humanitária do mundo. Cerca de 22 milhões de pessoas, 75% da população, precisam de alguma forma de assistência e proteção humanitária, incluindo 8,4 milhões que não sabem de onde virá sua próxima refeição.

A ONU e seus parceiros estão a pedir US$ 3 bilhões para apoiar estes milhões de pessoas. Até ao momento, 60% dos recursos necessários foram recebidos.

 

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