Guterres pede que eleição no Mali  seja “importante celebração da democracia”

29 julho 2018

País africano elege novo presidente este domingo; missão das Nações Unidas presta apoio logístico para o escrutínio.  

Na véspera da eleição presidencial do Mali, o secretário-geral das Nações Unidas disse que os eleitores da nação africana precisam garantir que a eleição é "uma importante celebração da democracia".

Em nota divulgada pelo seu porta-voz no sábado, António Guterres afirmou que "acompanha de perto a evolução" deste fim-de-semana.

Importância

A Missão das Nações Unidas no Mali, Minusma, tem prestado apoio logístico ao governo do presidente Ibrahim Boubacar Keita, especialmente na região norte e centro, onde uma aliança de militantes islâmicos e tuaregues rebeldes tem realizado ataques contra as tropas do governo e os soldados da paz.

Secretário-geral da ONU, António Guterres. , by ONU/Mark Garten

Na nota, Guterres classifica a eleição como "importante para a paz e a reconciliação no Mali” e diz estar “encorajado pela clima pacifico que tem caracterizado a campanha, apesar dos contínuos desafios de segurança no norte e centro do país”.

O chefe da ONU, que esteve no país há dois meses, pediu que "todos os malianos mantenham este caminho pacífico, garantindo que as eleições de domingo sejam uma importante celebração da democracia".

Guterres pediu também a todos os candidatos e outros atores políticos que "se comprometam a tornar este processo pacífico, livre e transparente, e a resolver qualquer disputa recorrendo às instituições apropriadas e seguindo a lei".

Ajuda

Na sexta-feira, o chefe da Minusma, Mahamat Saleh Annadif, disse que as tensões continuam altas e a ameaça de ataques persiste. Apesar disso, ele acredita que o resultado tem de ser respeitado para garantir o Estado democrático.

A Minusma tem transportado candidatos, treinado e apoiado funcionários envolvidos no processo democrático e distribuiu 200 toneladas de material eleitoral, sobretudo para áreas remotas onde o processo político é mais vulnerável a abusos e os eleitores se sentem mais intimidados por votar.

O secretário-geral afirma ainda que “a paz e a reconciliação para todos os cidadãos do Mali devem prevalecer, independentemente do resultado eleitoral".

 

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