ONU preocupada com escalada da violência em Gaza e no sul de Israel BR

A entrega do prêmio acontecerá em dezembro, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.
ONU/Mark Garten
A entrega do prêmio acontecerá em dezembro, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

ONU preocupada com escalada da violência em Gaza e no sul de Israel

Paz e segurança

Em nota, emitida pelo seu porta-voz, secretário-geral lamentou perda de vidas e disse que é obrigação de todos os lados evitarem o início de mais um conflito arrasador na região.

O chefe das Nações Unidas, António Guterres, pediu ao movimento Hamas e a outros militantes palestinos que parem de lançar foguetes e pipas incendiárias contra o lado israelense da fronteira.

Em nota, emitida neste sábado, Guterres também pediu a Israel que exerça moderação para evitar inflamar a situação.

Escalada

Os apelos constam de uma nota, emitida pelo porta-voz do secretário-geral manifestando “profunda preocupação” com a escalada da tensão no sul de Israel e em Gaza.

António Guterres pediu a todos que busquem cooperar com a ONU, especialmente com o coordenador para o Oriente Médio, Nickolay Mladenov, no sentido de buscarem uma solução para o que chamou de “situação perigosa”. 

O coordenador especial Nickolay Mladenov falou ao Conselho de Segurança durante o encontro trimestral sobre Oriente Médio.
ONU/Eskinder Debebe
O coordenador especial Nickolay Mladenov falou ao Conselho de Segurança durante o encontro trimestral sobre Oriente Médio.

Para o líder das Nações Unidas, qualquer escalada pode colocar em perigo as vidas de palestinos e israelenses. 

A tensão leva ainda a um piora da situação humanitária em Gaza além de minar as ações atuais para melhorar a vida das pessoas e apoiar o retorno da Autoridade Palestina a Gaza.
 
O apelo de Guterres ocorre um dia após Mladenov ter alertado sobre a possibilidade de uma nova guerra entre israelenses e palestinos. Para ele, a hora de agir é agora.

Hospitais

No domingo, o coordenador humanitário para os Territórios Palestinos, Jamie McGoldrick, informou que pelo menos um hospital teve que ser fechado por algumas horas por causa da situação dramática enfrentada na região.

Segundo ele, existem mais de 20 apagões por dia e caso o combustível não chegue rapidametne a Gaza, pacientes com porblemas cardíacos, que precisam de hemodiálise e recém-nascidos em tratamento intensivo estarão sob risco. 

 

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Linhas de transmissão de eletricidade na cidade de Gaza. Foto: Banco Mundial/ Natalia Cieslik (arquivo)

 

A situação humanitária em Gaza piorou com o bloqueio à Faixa de Gaza, imposto por Israel. Gaza é controlada pelo movimento Hamas, uma facção palestina.

Na segunda-feira passada, Israel proibiu a entrada de combustível como parte de restrições a bens importados e exportados por causa de um ataque com pipas incendiárias, que partiu de Gaza em direção a Israel. 

McGoldrick pediu a Israel que suspenda as medidas e disse que os doadores devem enviar combustíveis a Gaza, uma vez que o estoque atual deve acabar no início de agosto.

OMS

A Organização Mundial da Saúde, OMS, revelou que o Hospital Al Quds, que atende 150 mil pessoas com operações, cuidados intensivos e atendimento de emergência deve ser obrigado a fechar as portas nos próximos dias por falta de combustível.

O Ministério Palestion da Saúde disse que o bloqueio levou os hospitais a diminuírem a limpeza e ações de higiene aumentando o risco de infecção.

Existem mais de 2 mil pacientes sob risco incluindo bebês em incubadoras.

A crise nos hospitais afeta mais de 1,2 milhão de pessoas em Gaza.

A falta de combustível também afeta os serviços de abastecimento de água e saneamento básico aumentando a possibilidade de doenças contagiosas.

Todos os meses, a ONU distribui uma média de 950 mil litros de água a 220 hospitais e clínicas, além de serviços de tratamento de esgoto e de coleta de lixo.