Holanda abriga conferência sobre HIV/Aids pedindo parcerias e fim de estigmas

Paciente faz o teste do HIV.
Foto Unicef: LeMoyne
Paciente faz o teste do HIV.

Holanda abriga conferência sobre HIV/Aids pedindo parcerias e fim de estigmas

Saúde

Encontro organizado pelo Programa Conjunto sobre HIV/Aids, Unaids, contará com presença do príncipe Harry, do Reino Unido; o tema deste ano é: “Quebrando Barreiras, Construindo Pontes”.

Amsterdã, capital da Holanda, recebe a partir desta segunda-feira centenas de participantes da 22ª. Conferência Internacional sobre Aids. O encontro que vai até 27 de julho é considerado o maior do mundo sobre o tema.

A primeira conferência ocorreu em 1985, na época o mundo vivia o pico da epidemia que ainda afeta mais de 36,9 milhões de pessoas em todo o globo.

Discurso 

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, discursou na abertura do encontro.

Tedros Ghebreyesus afirmou que não se vai eliminar esta epidemia sem um foco nas populações mais em risco. Segundo ele, a melhor maneira de se cuidar destas pessoas é com fortes sistemas de saúde centrados nas pessoas.

Ele acredita que a sociedade civil está na linha da frente da resposta ao HIV, porque conhece os desafios e as soluções. O chefe da OMS disse que é muito útil ouvir as ideias de todos durante a conferência.

Números

De acordo com o Unaids, 60% dos soropositivos recebem tratamento com antiretrovirais, mas o número de novas infecções tem aumentado em 50 países.

A Conferência em Amsterdã deve reunir especialistas em ciência, direitos humanos e defesa dos interesses de quem vivem com HIV.

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O tema deste ano é: “Quebrando Barreiras, Construindo Pontes” para chamar a atenção para desafios como estigma, preconceito e outros problemas enfrentados por quem vive com o vírus em algumas partes do mundo incluindo as chamadas populações-chave no leste europeu e Ásia Central assim como o Oriente Médio e o Norte da África.

Holanda

O Unaids lembra que a Holanda enfrentou o desafio do HIV/Aids assim que o tema surgiu como uma ameaça à saúde nos anos 80 abraçando os avanços científicos e cooperando com populações de outros países que se sentiam marginalizadas.

Dentre as chamadas população-chave estão gays, homens que têm sexo com outros homens, trabalhadoras do sexo, usuários de drogas e a população Lgbti além de outros.

 

Apresentação: Monica Grayley.