Na Costa Rica, Guterres marca 40 anos da Corte Interamericana de Direitos Humanos

16 julho 2018

Secretário-geral deve acompanhar avanços do país centro-americano na Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável; chefe da ONU também deplora violência na Nicarágua.

O secretário-geral visita nesta segunda-feira a Costa Rica para marcar o início das celebrações do 40º aniversário da Corte Interamericana de Direitos Humanos.

António Guterres visita o Centro Nacional de Energia do país e também mantém encontros com representantes do governo, de empresas e da sociedade civil para debater a Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.

Violência

Falando a jornalistas, em Nova Iorque, o porta-voz do chefe da ONU contou que Guterres será recebido pelo presidente costarriquenho, Carlos Alvarado Quesada.

Em nota separada, no mesmo briefing, o porta-voz falou de um outro país centro-americano, a Nicarágua. O representante disse que Guterres lamenta e condena os atos de violência a civis incluindo contra estudantes. A Nicarágua vive uma onda de protestos e violência, desde meados de abril, contra o governo do presidente Daniel Ortega.

Respeito

O chefe da ONU pediu ao governo que ofereça proteção efetiva à sua população contra os ataques, garanta o respeito aos direitos humanos e responsabilize os autores da violência.

Guterres realça que “o uso de força letal não é apenas inaceitável, mas também, em si, um obstáculo à obtenção de uma solução política para a atual crise”.

 

Falando a jornalistas no fim da sua visita à Costa Rica, o secretário-geral disse que as Nações Unidas estão “totalmente disponíveis” para apoiar iniciativas do Sistema de Integração da América Central e “qualquer esforço para o fim imediato da violência e busca de uma solução política”.

Em San José, capital costarriquenha, Guterres citou a situação na Nicarágua afirmando que “é absolutamente essencial que a violência pare imediatamente e que os diálogos político e nacional sejam revitalizados, porque apenas uma solução política é aceitável” para o país.

Responsabilidade

Para o chefe da ONU é “inaceitável” o grande número de mortes pelo uso da força por parte de “entidades ligadas ao Estado”. E lembrou que “é uma responsabilidade essencial do Estado proteger seus cidadãos” e que “esse princípio básico não pode ser esquecido".

Segundo agências de notícias, pelo menos 270 morreram  desde o início de protestos contra o governo de Daniel Ortega há três meses.

Questionado sobre o que o que a ONU poderia fazer, Guterres explicou que “colocava a sua organização à disposição da Nicarágua, de seu povo e governo para fazer todo o possível para facilitar a mediação e o diálogo”.

Problemas

Ele também citou contatos muito próximos com o Sistema de Integração Centro-Americana e que defende que os problemas de um país são melhor resolvidos quando a região assume a liderança de ações multilaterais para resolvê-los.

O chefe da ONU reiterou a sua total disposição para apoiar iniciativas do Sistema de Integração Centro-Americana, bem como da Organização dos Estados Americanos.

Guterres destacou o envio de duas missões do Departamento Político e a presença de especialistas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos em território nicaraguense.

 

Apresentação: Daniela Gross.

 

 

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