ONU elogia decisão da China de permitir saída de viúva de vencedor de Nobel da Paz

10 julho 2018

Liu Xia estava em prisão domiciliar desde 2010; alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, agradeceu a decisão.

O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Zeid Al Hussein, agradeceu esta terça-feira a decisão de deixar que a ativista Liu Xia saia da China para receber tratamento médico na Alemanha.

Em nota, Zeid disse que “sua situação desde que o marido Liu Xiaobo ganhou o Prêmio Nobel da Paz em 2010 foi nada menos do que trágica”.

Tratamento

O chefe de direitos humanos afirmou que “o seu bem-estar físico e mental desde a morte prematura de Liu Xiaobo, no ano passado, tem sido uma grande preocupação para todos”. Zeid acredita que “a sua história é de muita coragem e muita tristeza”.

O alto comissário espera que Liu Xia, de 57 anos, “possa encontrar alguma paz pessoal e restaurar sua saúde na Alemanha”.

Ele também espera “que defensores chineses dos direitos humanos, suas famílias e os advogados que foram privados da sua liberdade por expressarem opiniões críticas, sejam libertados”.

Foto: VOANews
O ativista chinês Liu Xiaobo morreu no ano passado.

Por fim, Zeid diz continuar preocupado com o futuro do irmão mais novo de Liu Xia, Liu Hui, e defende que a China deve permitir que ele se junte à irmã na Alemanha, se assim o desejar.

Prisão

Segundo agências de notícias, Liu Xia viajou para Berlim, na Alemanha, na manhã de terça-feira.

Ela estava em prisão domiciliar desde 2010, quando seu marido, Liu Xiaobo, venceu o Prémio Nobel da Paz.

Xiabo era um professor universitário que se tornou ativista e, em 2009, foi preso. No ano passado, morreu de câncer do fígado.

Agências de notícias afirmam que Liu Xia sofre de depressão há vários anos. 

Apresentação: Eleutério Guevane.