Para Guterres, União Africana “é o parceiro mais próximo das Nações Unidas”

9 julho 2018

Segunda Conferência Anual ONU-UA começou esta segunda-feira em Adis Abeba, na Etiópia; organizações pedem “ação robusta” da comunidade internacional para resolver crises humanitárias; secretário-geral participou no encontro.

O presidente da Comissão da União Africana, Moussa Faki Mahamat, e o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, abriram esta segunda-feira a segunda Conferência Anual ONU-UA em Adis Abeba, na Etiópia.  

Em nota conjunta, os dois representantes pedem “ação robusta da comunidade internacional para aliviar as crises humanitárias e os riscos e vulnerabilidades nas comunidades afetadas”.

Compromissos

Os líderes expressam “preocupação profunda com as incertezas que se desenvolvem na ordem internacional, as falhas nas relações internacionais e o impacto que têm na paz e segurança globais”.

Também prestam tributo aos militares e agentes da polícia que contribuem para as duas organizações, agradecendo “o seu sacrifício e compromisso continuo para a paz no continente”.

Durante o encontro, ficou decidido que a próxima Conferência Anual da ONU-UA acontece em Nova Iorque no próximo ano.

Parceiros

Esta segunda-feira, os dois líderes participaram numa reunião especial do Conselho de Paz e Segurança da União Africana. No seu discurso, António Guterres afirmou que a União Africana “é o parceiro mais próximo das Nações Unidas”.

Falando aos jornalistas no final, o chefe da ONU disse que a recente visita do primeiro-ministro da Etiópia à Eritréia “foi uma ótima notícia”.

Referindo desenvolvimentos políticos no Sudão do Sul, Guterres disse que estas notícias “dão esperança de que o continente africano está caminhando na direção certa”.

Agenda

Durante a conferência, serão analisados os casos do Burundi, República Centro-Africana, Bacia do Lago Chade, Comores, República Democrática do Congo, Madagáscar, Mali, Sahel, Somália e Sudão do Sul.

Será também debatida a necessidade de promover sinergias entre a Agenda 2030 e a Agenda 2063. As organizações consideram que “a implementação das duas agendas é uma condição prévia para a conquista da paz, segurança e desenvolvimento no continente”.

Antes de regressar a Nova Iorque, o secretário-geral teve um jantar de trabalho com o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed.

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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