“Não há como justificar esta carnificina”, diz chefe do Unicef após visitar o Iêmen
BR

3 julho 2018

Diretora executiva da agência promete continuar ajuda, mas declara que é preciso  dar uma oportunidade à paz; conflito matou pelo menos 2,2 mil crianças e feriu  3,4 mil desde 2015.

Não há como justificar esta carnificina, esta é a mensagem da diretora executiva do Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, às partes do conflito após terminar a sua visita ao Iêmen.

Falando a jornalistas, em Genebra, Henrieta Fore descreveu esta segunda-feira o que viu no terreno. Para ela, os três anos de conflito iemenita arrasaram um país que já estava à beira do abismo.

Grupos Armados

Fore contou que a guerra causou danos que podem ser ainda maiores que  o  verificado:  mais de metade das unidades de saúde não operam e 1,5 mil escolas foram destruídas pelos ataques aéreos e bombardeios. Pelo menos 2,2 mil crianças foram mortas e 3,4 mil ficaram feridas. 

A chefe do Unicef também citou problemas como serviços sociais pouco funcionais, uma economia em ruínas, preços que subiram, hospitais danificados e escolas que se transformaram em abrigos ou foram tomadas por grupos armados.

Em quatro dias, Fore visitou a capital iemenita Sanaa e as cidades de Áden e Hodeida, onde o Unicef tem uma parte dos 250 funcionários que operam no país. Ela disse ter visto o que a intensa guerra pode fazer às crianças após décadas de subdesenvolvimento e  de indiferença crônicas ao nível global.

Tratamento

Muitos menores de idade no país deixaram de ir à escola, foram forçados a combater, estão casados, passam fome ou morrem de doenças evitáveis.

Ela contou que 11 milhões de crianças precisam de ajuda para conseguir comida, tratamento, educação, água e saneamento. Esse número é maior que toda a população da Suíça.

A chefe do Unicef disse que a agência está empenhada em fazer todo o possível para ajudar as crianças e jovens do Iêmen, mas declarou que “deve haver uma solução política para o conflito”. Ela disse ainda que todos precisam dar uma oportunidade à paz, e que esse é “o único caminho a seguir”.

 

Apresentação: Daniela Gross.

 

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