Agências da ONU lançam manual para ajudar a recuperar florestas

21 junho 2018

Guia deve ser usado em locais onde vivem refugiados e deslocados; quatro em cada cinco pessoas deslocadas usam lenha para cozinhar e aquecer; Uganda e Bangladesh são países prioritários.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, e a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, lançaram um manual para ajudar a recuperar florestas em zonas onde vivem pessoas deslocadas e refugiadas.

Mais de quatro em cada cinco pessoas deslocadas usam lenha para cozinhar e aquecer. Segundo a FAO, essa é a "principal causa de degradação florestal e desmatamento nessas áreas".

Desafios

Cerca de 2,4 bilhões de pessoas, um quarto da população mundial, usa madeira como principal fonte de energia para cozinhar. Nas áreas onde vivem populações deslocadas, muitas vezes com escassos recursos, a dependência de lenha é ainda maior.

Em nota, as agências da ONU dão o exemplo do campo de Bidibidi, no Uganda, um dos locais que acolhe mais refugiados em todo o mundo.

No ano passado, estas pessoas usaram 300 mil toneladas de madeira como combustível. Se a situação não for resolvida, esse recurso apenas dura mais três anos, quando a floresta estiver destruída.

Manual

Para enfrentar estes desafios, a FAO e o Acnur divulgaram um manual destinado a todos os atores envolvidos na gestão de florestas e projetos de plantação. O objetivo é responder, ao mesmo tempo, às necessidades das pessoas deslocadas e das comunidades que os acolhem.

O documento oferece conselhos práticos sobre como acelerar e apoiar a recuperação de florestas, como protegê-las e como plantar árvores para reabilitar as terras degradadas e responder às necessidades de energia.

Saiba mais sobre o manual neste vídeo, em inglês: 

O especialista da FAO em florestas e coautor do manual, Arturo Gianvenuti, disse que “é muito importante assegurar o acesso a esta fonte de energia, mas tem de ser produzida, recolhida e usada de forma sustentável”.

Segundo ele, o Uganda e o Bangladesh são os dois países prioritários, devido ao grande número de refugiados que entrou nesses países.

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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