1,7 milhão de pessoas afetadas por “tragédia humanitária” na Guatemala
BR

12 junho 2018

Cálculo é da Agência da ONU para Refugiados, Acnur; vulcão Fogo entrou em erupção na semana passada; prioridade é encontrar, com urgência, abrigos para as famílias desalojadas; atividade vulcânica continua, com liberação de lava e gases tóxicos.

Nove dias depois da primeira erupção do vulcão Fogo, na Guatemala, a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, trabalha para ajudar 1,7 milhão de pessoas afetadas no que chama de uma “tragédia humanitária”.

Pelos dados oficiais divulgados na segunda-feira, mais de 12,7 mil pessoas foram retiradas de suas casas, 110 morreram, 200 continuam desaparecidas e 57 ficaram feridas. Segundo o Acnur, mais de 5 mil civis estão em abrigos temporários como igrejas, escolas e centros culturais e esportivos no sul do país.

Chuvas

Assim que a atividade vulcânica deu trégua, as equipes do Acnur foram para a área checar a situação da população e ver quais as necessidades mais imediatas.

Mas a porta-voz do Acnur no México, Francesca Fontanini, lembra que o vulcão continua em atividade e que previsões de chuvas podem complicar ainda mais a situação.

Segundo Francesca, as chuvas devem causar deslizamentos de terra. O vulcão continua liberando lava, gases tóxicos, pedras e cinzas quentes.

Abrigos

O Acnur lidera os trabalhos de assistência da ONU na Guatemala e tenta melhorar a segurança nos abrigos, além de garantir o acesso para pessoas com deficiência, grávidas e mães com bebês. Outra prioridade é fornecer à população apoio psicossocial e kits de higiene.

Apresentação: Monica Grayley.