Paraguai está livre da malária, segundo Organização Mundial da Saúde
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12 junho 2018

País é o primeiro das Américas a conquistar status desde 1973; OMS acredita que história de sucesso é exemplo de que a doença pode ser eliminada de outros países, como Cabo Verde e Timor-Leste.

O Paraguai acaba de ser declarado livre da malária pela Organização Mundial da Saúde, OMS. O país é o primeiro das Américas a conquistar o status desde 1973, quando a doença foi eliminada em Cuba.

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirma que “histórias de sucesso como a do Paraguai mostram que é possível”. Ele destaca que se a malária pode ser eliminada em um país, “pode ser eliminada em todos os países”.

Nações lusófonas

A malária é causada por parasitas transmitidos pela picada de mosquitos vetores. Apesar de ser prevenível e curável, a OMS destaca que foram registrados 216 milhões de casos no mundo e 445 mil mortes em 2016.

Há dois anos, a agência da ONU identificou o Paraguai como uma das 21 nações com o potencial de ficar livre da malária até 2020. A iniciativa, batizada de “E-2020”, inclui outros países das Américas, como Costa Rica, Equador e México, e também as nações lusófonas Cabo Verde e Timor-Leste.

A conquista do Paraguai aconteceu após políticas que foram implementadas desde 1950. Na década anterior, o país chegou a ter 80 mil casos de malária. Em 2011, ao registrar seu último caso de malária do tipo P. vivax, o país colocou em prática um plano de cinco anos para prevenir novas transmissões.

Neste vídeo (em inglês), diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirma que “histórias de sucesso como a do Paraguai mostram que é possível” eliminar a malária.

Educação

O trabalho direto com as comunidades para educar as pessoas sobre como prevenir a malária e informá-las sobre diagnóstico e tratamento foi parte central desse plano.

Ao receber o certificado da OMS, o ministro da Saúde do Paraguai, Carlos Ignacio Morínigo, declarou que a conquista “é um reconhecimento de mais de cinco décadas de trabalho pesado para alcançar a eliminação da malária no país”.

Segundo a OMS, entre 2000 e 2015, houve redução de 62% dos casos de malária nas Américas e queda de 61% nas mortes pela doença. Mas casos registrados em diversos países nos últimos dois anos mostram que os desafios continuam, especialmente para quem vive em áreas remotas.

Apresentação: Leda Letra.