Com ataques aéreos em Idlib, resposta humanitária na Síria está atingindo o limite
BR

11 junho 2018

Afirmação é do coordenador humanitário da ONU no país árabe; Panos Moumtzis explica que armazéns estão vazios e equipes recebem famílias necessitadas às 3 da manhã em Idlib; nove crianças foram mortas nos últimos dias nesta região.

Ataques aéreos recentes na província de Idlib, no norte da Síria, estão levando ao limite a resposta humanitária na região. A afirmação é do coordenador humanitário da ONU para a crise síria, Panos Moumtzis.

Ele explicou que a capacidade está atingindo o máximo, com armazéns sendo esvaziados e com as equipes humanitárias trabalhando contra o relógio, chegando a receber às três horas da manhã um grande número de pessoas que precisam de um lugar para dormir.

Ataques

O número de deslocados é muito grande, segundo Panos Moumtzis, e as equipes da ONU tentam arrumar locais para acomodá-las, chegando a esvaziar prédios e tentando utilizar cada centímetro de Idlib para poder receber as famílias.

Na noite de domingo, o secretário-geral da ONU divulgou uma nota demonstrando muita preocupação com os ataques em Idlib e pedindo uma investigação. António Guterres lembra que a província (tomada pelos rebeldes) está incluída em um acordo para a diminuição dos confrontos e ele pede que isso seja respeitado.

O secretário-geral lembra da situação precária dos 2,3 milhões de moradores de Idlib, sendo que 60% são civis que já tinham abandonado outras áreas da Síria por causa dos conflitos, incluindo Ghouta Oriental.

Crianças

Guterres quer o fim imediato das hostilidades. Segundo o Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, pelo menos 13 crianças foram mortas recentemente no país, sendo nove durante um ataque no vilarejo de Zardana, em Idlib.

Segundo o Unicef, 1 milhão de crianças moram nessa região da Síria e sem ter para onde ir, as famílias estão dormindo em escolas ou abrigos coletivos.

A agência lamenta que esses últimos acontecimentos sejam um lembrete triste de que para as crianças, a guerra síria está longe do fim. O princípio básico de proteger crianças a toda hora é apenas um sonho para muitas famílias do país.

 

 

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