OMS recomenda vacinação contra sarampo e rubéola antes da Copa do Mundo
BR

30 maio 2018

Mundial de futebol começa na Rússia em 14 de junho; casos de sarampo na Europa quadruplicaram no ano passado; Brasil e Venezuela lideram número de casos nas Américas; cerca de 1 milhão de pessoas devem viajar para a competição; dos 32 países que disputam a Copa, 28 tiveram casos de sarampo.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Organização Pan-Americana da Saúde, Opas, recomendam que todas as pessoas que viajem para assistir à Copa do Mundo sejam vacinadas contra o sarampo e a rubéola.

O Campeonato Mundial de Futebol acontece na Rússia entre 14 de junho e 15 de julho. A OMS aconselha que as doses da vacina sejam tomadas, pelo menos, 15 dias antes da viagem.

Risco

Segundo a agência da ONU, “o aumento de viagens internacionais e o movimento em massa de pessoas durante eventos como a Copa do Mundo aumentam o risco de transmissão de doenças”.

Também “sobe a probabilidade de as pessoas regressarem aos seus países com doenças como o sarampo, que é altamente contagioso e pode ter consequências graves na saúde de pessoas não-vacinadas”.

Foto: OMS/Opas
A OMS aconselha que as doses da vacina sejam tomadas, pelo menos, 15 dias antes da viagem.

Aumento

No ano passado, o número de casos de sarampo quadruplicou na Europa, atingindo mais de 22 mil pessoas e causando 36 mortes.

Nos primeiros três meses deste ano, 18 mil casos já tinham sido notificados na Europa. Franca, Grécia, Servia e Ucrânia são os mais atingidos. Na Rússia, já foram detectados 600 casos.

Espera-se que 1 milhão de pessoas viajem para assistir ao Mundial de futebol. Dos 32 países em competição, 28 tiveram novos casos de sarampo este ano.

Segundo os últimos dados da OMS, 1.194 casos foram detectados nas Américas este ano. O Brasil, com 173 casos, e a Venezuela, com 904, foram os dois países com maior número de casos.

Retrocesso

A região das Américas tinha sido declarada livre de sarampo em 2015, depois de uma campanha que vacinou 450 milhões de crianças, adolescentes e adultos com menos de 40 anos entre 2003 e 2009.

O chefe da Unidade de Imunização Familiar da Opas, Cuauhtémoc Ruiz Matus, lembrou que “manter a eliminação do sarampo, rubéola e síndrome da rubéola congênita exige uma taxa de vacinação de pelo menos 95%, bem como ação rápida para detectar os casos importados e quebrar a cadeia de transmissão”.

Apresentação: Monica Grayley.

 

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