Chefe de ajuda humanitária diz que 2 milhões precisam de ajuda urgente na Síria
BR

29 maio 2018

Em reunião no Conselho de Segurança, Mark Lowcock, contou que apenas seis comboios de agência conseguiram entrar nos arredores de Damasco desde janeiro alcançando menos de 20% das pessoas que precisavam atender.

Cerca de 2 milhões de sírios precisam de ajuda urgente para sobreviver em áreas como Duma, sul de Damasco e na parte rural de Homs.

O alerta foi feito pelo subsecretário-geral para Assistência Humanitária das Nações Unidas, Mark Lowcock.

Rebeldes

Ele se reuniu com o Conselho de Segurança, nesta terça-feira em Nova Iorque, para dizer que desde janeiro apenas 169 mil sírios foram atendidos com a chegada de seis comboios de agências humanitárias à região.

Por causa de constantes bloqueios, apenas 20% dos sírios que precisavam da ajuda foram atendidos.

Lowcock também falou sobre a situação de Ghouta Oriental, que estava sob o poder dos rebeldes. Ao todo, foram liberados US$ 16 milhões do Fundo Humanitário Sírio para apoiar a região, agora sob controle de governo.

Lojas

O subúrbio de Damasco foi recuperado, em abril, após seis anos de cerco.

Assista ao vídeo com a história de Mohammed, o menino que jamais conheceu um país em paz.

 

O chefe da Assistência Humanitária lembrou que parte dos serviços básicos como eletricidade, educação e água foi recuperada. Um número limitado de lojas e mercados reabriu.

Mas para ele, ainda existe uma grande demanda de serviços em aberto por causa da destruição da infraestrutura. Quase 200 mil pessoas permaneceram nas áreas do subúrbio de Damasco durante os combates.

Mark Lowcock afirmou que esta região da Síria tem uma das maiores operações humanitárias do mundo.

Ele pediu ao Conselho de Segurança apoio para assegurar o acesso desimpedido e seguro àqueles que precisam da ajuda. O governo informou ter aprovado a passagem de um comboio com auxílio para 70 mil pessoas que vivem em Duma.

Já em Idlib, no noroeste da Síria, a situação é crítica com greves, combates entre grupos armados e falta de serviços básicos.

 

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