Territorios Palestinos passam a integrar agências da ONU
BR

23 maio 2018

Palestinos vão fazer parte  da Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad e Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, Unido.

Os Territorios Palestinos passaram a integrar neste mês de maio três entidades ligadas às Nações Unidas: a Conferência sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad; a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial, Unido; e a Convenção de Armas Químicas, o maior tratado internacional para eliminar armas de destruição em massa.

O anúncio foi feito esta quarta-feira no Conselho de Segurança pelo coordenador especial para o Processo de Paz no Oriente Médio. Nickolay Mladenov está em Jerusalém e falou por videoconferência.

Mortes

Ele focou o seu discurso na violência recente na região, pedindo que se evite, com urgência, uma outra guerra.

Mladenov disse que 76 palestinos, incluindo 11 crianças, foram mortos pelas Forças de Defesa Israelenses no último mês, além de 3 mil feridos por armas de fogo. Mladenov afirmou que não houve nenhuma morte do lado de Israel.

O representante da ONU afirmou que Israel tem a responsabilidade de controlar o uso da força e não utilizar armas letais, a não ser como último recurso, como em ameaças iminentes de morte.

Colapso

Nickolay Mladenov lembrou também que “o Hamas, que controla Gaza, não deve usar os protestos para instalar bombas na fronteira com Israel nem criar provocações e colocar em risco os civis”.

Ao Conselho de Segurança, ele reiterou que a “infraestrutura em Gaza está à beira de um colapso total, especialmente as redes de eletricidade, de água e o sistema de saúde”.

Foto: Save the Children/Mohamed N Ali
Mladenov disse que 76 palestinos, incluindo 11 crianças, foram mortos pelas Forças de Defesa Israelenses no último mês.

Visão unificada

Mladenov apresentou quatro ações que planeja tomar: priorizar projetos de infraestrutura; acelerar a implementação desses projetos; reforçar a coordenação com a Autoridade Palestina, com Israel e com o Egito, para resolver bloqueios políticos, administrativos e logísticos que possam surgir e por fim, “exigir que o cessar-fogo, alcançado em 2014, seja respeitado e que todas as facções em Gaza fiquem longe de ações militares”.

O coordenador especial também destacou a continuação das demolições de estruturas palestinas e da construção de assentamentos israelenses.

Por fim, Mladenov pediu uma “visão unificada para mudar a atual realidade de Gaza” e para isso, disse ser necessária “vontade política de todos os lados do conflito e determinação para que progressos genuínos sejam alcançados”.

Apresentação: Leda Letra.