Para Zeid Al Hussein, “direitos humanos já não são tratados como prioridade”

22 maio 2018

Segundo alto comissário, princípios estão sob ataque em todo o mundo; na Áustria, ele fala que situação está regredindo, com pessoas se vendo obrigadas a abandonar suas casas e operações militares atacando civis de forma deliberada.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos está em Viena, na Áustria, onde fez um alerta nesta terça-feira sobre como o mundo, incluindo a Europa, está regredindo em relação a estes princípios.

Zeid Al Hussein falava nas celebrações do 25° aniversário da Declaração de Viena, um marco no setor de direitos humanos. A declaração foi firmada em junho de 1993, influenciada pelas atrocidades ocorridas na fronteira entre a Áustria com a antiga Iugoslávia.

Ataques

Para Zeid, o aniversário “deveria ser a ocasião para uma celebração sobre as conquistas do seu Escritório nas últimas duas décadas e meia”. Mas o alto comissário da ONU disse que hoje “não é uma data para complacência”, porque “os direitos humanos estão sob pressão em todo o mundo e já não são mais prioridade: são uma pária” (algo indesejado).

Segundo ele, “a legitimidade dos princípios de direitos humanos está sob ataque. Zeid Al Hussein declarou que “na Europa, partidos etno-populistas estão em ascensão em muitos países, alimentando o ódio e deixando marcas nas sociedades com profundas divisões”.

Famílias Rohingya chegam a um centro de transição do Ucnur.
Ucnur/Roger Arnold
Famílias Rohingya chegam a um centro de transição do Ucnur.

Regressão

O alto comissário afirmou que a situação está regredindo, com “civis forçados a fugir de suas casas”; com “operações militares atacando civis de forma deliberada e até utilizando gases químicos”; com “racistas e xenófobos promovendo o ódio e a discriminação entre o público”.

Zeid Al Hussein lembrou que “não haverá paz para nenhum país, enquanto não houver respeito e justiça”, sendo “a igualdade humana e a dignidade o caminho para a paz mundial”.

Ele pediu para que se lute contra “os odiosos, os destruidores, os isolacionistas e os etno-nacionalistas”, pois “não há tempo a perder”, sendo agora a hora de se respeitar a Declaração de Viena e criar “um movimento para a construção do progresso e da paz”.

Apresentação: Leda Letra.

 

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