Para Zeid Al Hussein, “direitos humanos já não são tratados como prioridade”

Zeid Al Hussein fez um alerta sobre como o mundo está regredindo em relação aos princípios dos direitos humanos.
Foto: ONU/Violaine Martin
Zeid Al Hussein fez um alerta sobre como o mundo está regredindo em relação aos princípios dos direitos humanos.

Para Zeid Al Hussein, “direitos humanos já não são tratados como prioridade”

Direitos humanos

Segundo alto comissário, princípios estão sob ataque em todo o mundo; na Áustria, ele fala que situação está regredindo, com pessoas se vendo obrigadas a abandonar suas casas e operações militares atacando civis de forma deliberada.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos está em Viena, na Áustria, onde fez um alerta nesta terça-feira sobre como o mundo, incluindo a Europa, está regredindo em relação a estes princípios.

Zeid Al Hussein falava nas celebrações do 25° aniversário da Declaração de Viena, um marco no setor de direitos humanos. A declaração foi firmada em junho de 1993, influenciada pelas atrocidades ocorridas na fronteira entre a Áustria com a antiga Iugoslávia.

Ataques

Para Zeid, o aniversário “deveria ser a ocasião para uma celebração sobre as conquistas do seu Escritório nas últimas duas décadas e meia”. Mas o alto comissário da ONU disse que hoje “não é uma data para complacência”, porque “os direitos humanos estão sob pressão em todo o mundo e já não são mais prioridade: são uma pária” (algo indesejado).

Segundo ele, “a legitimidade dos princípios de direitos humanos está sob ataque. Zeid Al Hussein declarou que “na Europa, partidos etno-populistas estão em ascensão em muitos países, alimentando o ódio e deixando marcas nas sociedades com profundas divisões”.

Famílias Rohingya chegam a um centro de transição do Ucnur.
Ucnur/Roger Arnold
Famílias Rohingya chegam a um centro de transição do Ucnur.

Regressão

O alto comissário afirmou que a situação está regredindo, com “civis forçados a fugir de suas casas”; com “operações militares atacando civis de forma deliberada e até utilizando gases químicos”; com “racistas e xenófobos promovendo o ódio e a discriminação entre o público”.

Zeid Al Hussein lembrou que “não haverá paz para nenhum país, enquanto não houver respeito e justiça”, sendo “a igualdade humana e a dignidade o caminho para a paz mundial”.

Ele pediu para que se lute contra “os odiosos, os destruidores, os isolacionistas e os etno-nacionalistas”, pois “não há tempo a perder”, sendo agora a hora de se respeitar a Declaração de Viena e criar “um movimento para a construção do progresso e da paz”.

Apresentação: Leda Letra.