OMS receia que caso confirmado em cidade da RD Congo ajude a espalhar o ebola

Oferta de serviços nas instalações de saúde  de Bikoro é limitada.
Unicef/Mark Naftalin
Oferta de serviços nas instalações de saúde de Bikoro é limitada.

OMS receia que caso confirmado em cidade da RD Congo ajude a espalhar o ebola

Saúde

Epidemia estava localizada na região remota de Bikoro; chefe da OMS revela que novo desenvolvimento é preocupante, mas declara haver ferramentas melhores para combater o ebola. 

Especialistas em saúde disseram esta quinta-feira que estão preocupados com a confirmação de um caso de ebola na cidade de Mbandaka na província oriental do Equador, na República Democrática do Congo, RD Congo.

O paciente foi detectado na área de Wangata, que faz parte do centro urbano com 1,2 milhão de habitantes. O local está situado a cerca de 150 quilómetros da região remota de Bikoro, onde o surto foi declarado há cerca de uma semana.

Ferramentas

Para o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, apesar de este ser um desenvolvimento preocupante, “há agora ferramentas melhores do que nunca para combater o ebola”. 

Temas como vigilância à contaminação e ajuda psicológica fazem parte da resposta ao surto de ebola.

 

Tedros Ghebreyesus revelou ainda que a agência e os seus parceiros tomam medidas decisivas para impedir que o vírus se espalhe.  

A OMS anunciou o envio de cerca de 30 especialistas para realizar ações de vigilância de casos na cidade.

Parceiros

A diretora regional da OMS para a África, Matshidiso Moeti, disse que a chegada do ebola a uma área urbana é muito preocupante. Ela contou que a agência atua com parceiros para alargar rapidamente a busca por todas as pessoas que tiveram contatos com o caso confirmado em Mbandaka.

A OMS destacou que a descoberta foi anunciada pelo Ministério da Saúde da RD Congo, após testes laboratoriais realizados pelo Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica.

Até 15 de maio, o país confirmou 44 casos da doença em Bikoro. A oferta de serviços nas instalações de saúde é limitada e o acesso a várias áreas afetadas é difícil, particularmente na estação chuvosa marcada por estradas intransitáveis.

A agência da ONU atua com parceiros que incluem a ONG Médicos Sem Fronteiras. O objetivo é reforçar a capacidade das unidades de saúde para tratar pacientes de ebola em alas especiais de isolamento.

Apresentação: Eleutério Guevane.