Diretor da OMS avaliou resposta a surto de ebola na RD Congo

14 maio 2018

Até domingo, 39 novos casos da doença tinham sido relatados e 18 pessoas tinham morrido; OMS está preocupada com proximidade do novo surto a centros urbanos.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros Ghebreyesus, visitou a cidade de Bikoro, na República Democrática do Congo, para avaliar a resposta ao atual surto de ebola.

Nas últimas cinco semanas, 39 casos do vírus foram relatados. Deste total, 20 já foram confirmados, incluindo 18 mortes. 

Visita

Ghebreyesus reuniu-se com o presidente do país, Joseph Kabila, e com o ministro da Saúde, Oly Ilunga Kalenga, para analisar as medidas tomadas até agora e decidir o caminho a seguir.

O diretor-geral da OMS disse estar “impressionado com a forte liderança que o governo da RD Congo demonstrou desde o primeiro dia.”

O responsável disse que viu, “em primeira mão, os esforços que as autoridades nacionais de saúde, e todos os parceiros, estão a realizar rapidamente para estabelecer os elementos-chave da contenção do ebola. ”

No Twitter, Ghebreyesus partilhou imagens de uma visita a um hospital:

Resposta

A OMS enviou especialistas para o terreno e coordena a resposta com todos os seus parceiros, além de ter enviado equipamento e medicamentos.

 A agência da ONU também trabalha com o Ministério da Saúde para recolher e analisar amostras e melhorar a gestão destes dados. Especialistas analisam o percurso do novo surto, para entender melhor o seu comportamento.

A comitiva da OMS incluiu ainda o diretor regional para África, Matshidiso Moeti, e o diretor-geral adjunto para Preparação e Resposta a Emergências, Peter Salama.

Moeti felicitou o governo do país pela rapidez com que declarou o surto, mas disse estar preocupada com a proximidade aos centros urbanos.

Bikoro fica a 150 km de Mbandaka, capital da província de Equador, uma área do país de muito difícil acesso.

Financiamento

A OMS colocou ao dispor da RD Congo  US$ 2,6 milhões do seu Fundo de Contingência para Emergências para iniciar a resposta a este novo surto.

A agência da ONU acredita que vai precisar de US$ 18 milhões para uma operação de três meses.

 

Apresentação: Alexandre Soares

 

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