Necessários mais de US$ 670 milhões para conter insegurança alimentar no Sahel

3 maio 2018

FAO, Unicef e PMA  pedem fundos imediatos para ajudar cerca de 5 milhões de pessoas; países mais afetados são Mauritânia, Senegal, Mali, Níger, Burquina Fasso e Chade.

Três agências da ONU alertam que a fome aguda e a desnutrição podem afetar milhões de pessoas na região africana do Sahel devido à seca, aos altos preços dos alimentos e aos conflitos. Estima-se que os fundos cheguem a US$ 676 milhões.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e o Programa Mundial de Alimentação, PMA, querem ação internacional imediata para  alimentar cerca de 5 milhões de pessoas.

Crise nutricional

Mais de 1,6 milhões de crianças correm o risco de sofrer de desnutrição aguda grave. O número corresponde à metade dos menores de idade que enfrentaram a crise nutricional de 2012.

 

Esta quinta-feira, o grupo de agências realçou a falta de chuvas em áreas pastoris do sul da Mauritânia, do norte do Senegal e em partes do Mali, do Níger, do Burquina Fasso e do Chade.

Em 2017, a calamidade arrasou o gado e as colheitas, além de ter afetado os meios de subsistência. Essa situação levou ao início precoce da época de escassez.

Fome

Desnutrição aguda no Sahel afeta 5,9 milhões de crianças menores de cinco anos. Foto: OMS/T. Moran
Desnutrição aguda no Sahel afeta 5,9 milhões de crianças menores de cinco anos. Foto: OMS/T. Moran

Grande parte do valor pedido aos parceiros e doadores será para a alimentação. O PMA precisa de  US$ 284 milhões para resposta de baixa temporada para fornecer assistência alimentar e nutricional a 3,5 milhões de pessoas.

Já o Unicef quer US$ 264 milhões para apoiar pelo menos 989 mil crianças em risco de sofrer de desnutrição aguda grave. A ajuda seria com alimentos terapêuticos e para melhorar o acesso à água, ao saneamento e à educação até o fim do ano.

A FAO precisa de US$ 128 milhões para ações urgentes para prevenir que a situação venha a piorar para os pastores de gado que vivem nas áreas com maior concentração de animais.

 

Apresentação: Eleutério Guevane.