Dez trabalhadores humanitários são libertados no Sudão do Sul

30 abril 2018

Os profissionais foram detidos numa missão de avaliação perto de Yei, na região Equatória Central; eles ficaram sob poder de um grupo armado de oposição no país durante cinco dias.

Os 10 trabalhadores humanitários que haviam sido detidos por um grupo de oposição no Sudão do Sul foram libertados. O anúncio foi feito nesta segunda-feira. Os profissionais são de diferentes organizações incluindo o Escritório de Assistência Humanitária da ONU, Ocha.

Os trabalhadores, todos cidadãos sul-sudaneses, ficaram cinco dias sob poder do grupo armado. Havia dois funcionários do Unicef e um do Ocha além de outras agências internacionais.

Deterioração

O coordenador humanitário do Sudão do Sul, Alain Noudehou, confirmou que os trabalhadores retornaram com segurança e passam bem. Ele comentou sobre o trabalho intenso do grupo que atuou na liberação, em particular, do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.

Ele expressou também indignação com o que descreveu como ambiente de deterioração para o trabalho humanitário no Sudão do Sul.

Alguns dias antes do ocorrido, um trabalhador humanitário foi morto a tiros enquanto retornava para checar uma clínica de saúde que havia sido saqueada no condado de Leer. Ao todo, 100 trabalhadores humanitários já foram mortos no Sudão do Sul desde o início do conflito, em 2013. 

Insegurança

 Trabalhadores humanitários enfrentam situação de insegurança
Unmiss
Trabalhadores humanitários enfrentam situação de insegurança

Noudehou disse estar “profundamente preocupado com a situação de insegurança enfrentada pelos trabalhadores humanitários no Sudão do Sul, os quais colocam a vida deles em risco para salvar outros”.

Ele também pediu que “todas as partes envolvidas no conflito hajam de acordo com o direito internacional humanitário e garantam a segurança dos trabalhadores humanitários enquanto eles prestam assistência para pessoas necessitadas. ”

Apresentação: Daniela Gross

 

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