ONU ajuda a remover material radioativo de cinco países sul-americanos

30 abril 2018

Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, afirma que foi o maior projeto na área que realizou; ao todo foram retiradas 27 instalações altamente tóxicas que já estavam fora de uso na Bolívia, no Equador, Peru, Paraguai e Uruguai.

Dispositivos contendo cobalto 60 e césio 137 foram removidos de cinco países sul-americanos incluindo Bolívia e Equador.

A ação foi realizada com o apoio da Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea. O material altamente radioativo também foi retirado de instalações do Paraguai, Peru e Uruguai.

Alemanha, Estados Unidos e Canadá

A agência da ONU afirma que foi o maior projeto já realizado nesta área. Ao todo, foram removidas 27 fontes radioativas que já estavam em desuso.

O material estava sendo empregado, principalmente, no tratamento de câncer e esterilização de instrumentos cirúrgicos. A carga foi levada para a Alemanha e para os Estados unidos e de lá deve ser reciclada no Canadá.

As fontes de cobalto 60 e de césio 137 representam um risco sério, de acordo com o diretor da Divisão de Segurança Nuclear da Aiea, Raja Adnan. A remoção, que durou cinco meses, ajuda a reduzir o risco radioativo nesses países.

O ministro do Uruguai, César José Cardozo Román diz que algumas das fontes foram mantidas nos hospitais por mais de 40 anos. Para ele, a remoção dá tranquilidade e evita que o material seja utilizado de forma maliciosa por terceiros.

Perícia

Remoções similares já foram realizadas em parceria com a Aiea em todos os continentes, mas é a primeira vez que uma operação deste tamanho ocorre na América do Sul.

Apresentação: Monica Grayley 

 

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