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Conselho de Segurança visita campos de refugiados rohingya

Uma mulher com uma blusa azul estampada se inclina para conversar com um grupo de refugiados rohingya, incluindo várias mulheres com lenços pretos na cabeça e uma criança pequena, no campo de Kuna Para, em Cox's Bazar.
Carolina Gluck/Acnur Membros do Conselho de Segurança visitaram o campo de Kutupalong este domingo.

Conselho de Segurança visita campos de refugiados rohingya

Migrantes e refugiados

Embaixadores prometeram continuar a procurar uma solução para as dificuldades deste povo; comitiva segue na segunda-feira para Mianmar.

Uma delegação do Conselho de Segurança visitou este domingo os campos de refugiados rohingya de Konarpara e Kutupalong, em Cox’s Bazar, no Bangladesh.

A confirmação é do Centro de Informação das Nações Unidas de Daca, no Bangladesh, onde a comitiva chegou este domingo.

Esforços

Segundo o Unic Daca, “a delegação interagiu com os refugiados rohingya” e “garantiu que não vai parar com os seus esforços para encontrar uma solução digna e duradoura que permita o seu regresso a Mianmar, apesar de não ser possível resolver a crise durante a noite.”

A comitiva, que inclui representantes dos 15 Estados-membros do Conselho, participou este domingo num jantar oferecido pelo ministro dos Negócios Estrangeiros do Bangladesh.

Na segunda-feira, os delegados vão participar numa coletiva de imprensa, e seguem depois para Mianmar.

Milhares de refugiados rohingya se alinham nas ruas do mega campo de refugiados de Kutupalong, em Cox's Bazar, Bangladesh, para dar as boas-vindas a uma visita do Conselho de Segurança da ONU .
Caroline Gluck/Acnur O campo de Kutupalong é considerado o maior do mundo,

Crise

Desde agosto de 2017, mais de 671 mil refugiados rohingya deixaram Mianmar por conta da violência e buscaram segurança em Bangladesh.

A ONU calcula que cerca de 100 mil pessoas corram risco de vida devido a deslizamentos de terra e cheias nos próximos meses.

Em março, a ONU lançou o seu plano conjunto de resposta para os refugiados rohingya. As agências da ONU estão a pedir US$ 951 milhões para ajudar 1,3 milhões de pessoas.

Apresentação: Alexandre Soares