ONU condena morte de três jornalistas depois de sequestrados no norte do Equador 

20 abril 2018

Secretário-geral diz que esses atos realçam as ameaças dos grupos criminosos na fronteira com a Colômbia; morte dos três profissionais foi confirmada 18 dias após sequestro.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou esta sexta-feira o sequestro e o assassinato de três profissionais de um jornal do Equador. As mortes foram confirmadas a 13 de abril.

Em nota, publicada pelo seu porta-voz, o chefe da ONU expressa condolências às famílias das vítimas e solidariedade ao governo e ao povo do Equador. A nota deplora igualmente o sequestro de outros dois cidadãos equatorianos.

Ameaça

As vítimas que foram mortas são o repórter Javier Ortega, o fotógrafo Paul Rivas e o motorista Efrain Segarra, todos ligados ao jornal equatoriano El Comercio. O grupo foi sequestrado a 26 de março perto da fronteira entre o Equador e a Colômbia.

Para Guterres, tais atos destacam as ameaças representadas por grupos criminosos que operam no limite estre os dois países.  O secretário-geral saúda a cooperação entre os dois países para enfrentar a ameaça comum.

A nota termina com Guterres reiterando que as Nações Unidas estão disponíveis a apoiar os dois governos em áreas consideradas necessárias.

ONU/Violaine Martin
Jornalistas trabalhavam para o mesmo jornal.

Sacrifício

Antes, a diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura deplorou os assassinatos frisando que as autoridades não devem poupar os seus esforços para levar os culpados do crime à justiça.

Audrey Azoulay destacou que o jornalismo investigativo é crucial num momento de paz e reconciliação democrática por permitir o acesso dos cidadãos a notícias verificáveis.

A representante destacou que o jornalismo é um bem público por servir o interesse público, e que os assassinatos são “novamente um grande sacrifício para a profissão e para a democracia em geral”.

 

Apresentação: Eleutério Guevane.

 

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