ONU condena ataque que matou um boina-azul no Mali
BR

15 abril 2018

Em nota, porta-voz do secretário-geral informou que atentado ocorrido no sábado em Timbuktu feriu sete militares da ONU, sete da França e dois civis malianos; é o terceiro ataque somente este mês.

O secretário-geral das Nações Unidas enviou condolências ao governo de Burkina Fasso e à família de um boina-azul do país que foi morto na missão da ONU no Mali, Minusma.

Uma nota, emitida pelo porta-voz de António Guterres, revela que o soldado de paz perdeu a vida num ataque aos campos de Barkjane, no sábado. Outros sete boinas-azuis, sete soldados da França e dois civis ficaram feridos, no campo localizado em Timbuktu.

Risco

A Minusma informou que este é o maior ataque desde o incício da missão e o terceiro somente este mês.

António Guterres elogiou a coragem de homens e mulheres que servem no Mali correndo um grande risco pessoal e demonstrando sacrifício.
 
Ele pediu às autoridades do país e às partes signatárias do acordo de paz que ajudem a encontrar os autores do ataque para que eles possam ser levados à justiça rapidamente.

Foto: Minusma
Foto: Minusma

 

Guterres lembrou que atentados a forças de paz podem ser considerados crimes de guerra sob a lei internacional.

O chefe da ONU disse que o ataque não irá deter a Missão da ONU em sua determinação de contribuir para a paz e a estabilidade do país africano.

Conselho de Segurança

O Conselho de Segurança, no domingo, também condenou o ataque e ofereceu condolências às familias das vítimas. 

Os Estados-membros do Conselho "pedem ao governo do Mali que investigue rapidamente este ataque e traga os seus autores até à justiça." Segundo estes países, "ataques contra soldados da paz podem ser considerados crimes de guerra segundo a lei internacional." 

A nota do Conselho afirma ainda que estes ataques tambem podem justificacar a aplicacao de sanções.