ONU lembra Winnie Mandela reafirmando igualdade, justiça e humanidade

13 abril 2018

Funeral da ex-ativista da África do Sul será realizado este sábado; secretário-geral destaca liderança de Winnie Madikizela-Mandela com força, desafio e coragem para suplantar o apartheid.

Em cerimónia em memória da ex-ativista sul-africana, Winnie Madikizela-Mandela, o secretário-geral reafirmou o empenho da ONU com os ideais de igualdade, da justiça e da humanidade para todos.

Em Nova Iorque, António Guterres disse que perante um dos mais hediondos regimes racistas e discriminatórios, Winnie ajudou na liderança mostrando força, desafio e coragem necessários para superar tal tirania.

Sacrifícios

O chefe da ONU disse que a ex-ativista enfrentou vigilância, perseguição, tortura e prisão, incluindo confinamento solitário e enormes sacrifícios pessoais.

No entanto, através de sua resistência, Winnie “inspirou inúmeras pessoas e ajudou a manter a esperança viva nos períodos mais sombrios da luta” antiapartheid.

Inclusão

Guterres elogiou papel de Winnie Mandela no Levante de Soweto, no ativismo contra mortalidade infantil, como a primeira assistente social negra no Hospital de Baragwanath em Joanesburgo, no apoio a mulheres na liderança do ANC e além dos jovens e em prol da inclusão de grupos negligenciados.

Guterres chamou Winnie de “mulher forte e destemida” que teve que lutar contra as definições patriarcais de feminilidade na África do Sul do apartheid.

Combinação

Ele explicou que naquele contexto, a “combinação do patriarcado e do racismo implicava enormes obstáculos para mulheres negras desde o berço até a morte, o que tornava as suas conquistas ainda mais excepcionais”.

No evento, também discursou o presidente da Assembleia Geral. Miroslav Lajcák que colocou Winnie Mandela entre as pessoas de marcam vários períodos da história por ter mudado o mundo.

Corredores

Na quinta-feira, Winnie Mandela também foi lembrada no bairro nova-iorquino de Harlem que é uma referência na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos.

Na ocasião, a vice-secretária-geral, Amina Mohammed disse que a luta de Winnie não foi apenas travada nos corredores do poder “mas através do poder das pessoas nas suas bases”.

Mohammed acrescentou que a ativista sul-africana era a filha da África que personificava o provérbio “quando se bate em mulher, ataca-se uma rocha”.

 

Apresentação: Eleutério Guevane