ONU abriga, em Genebra, Conferência de Doadores para RD Congo

13 abril 2018

Situação humanitária no país tem se agravado com conflito; ao debater o tema da violência no Conselho de Segurança, representante do secretário-geral mencionou tensões entre governo e grupos de oposição.

As Nações Unidas realizam, nesta sexta-feira, a Conferência Humanitária sobre a República Democrática do Congo, RD Congo, na sede da organização em Genebra.

Mais de 4,5 milhões de pessoas vivem deslocadas no país, onde as necessidades humanitárias duplicaram no ano passado. Cerca de 13 milhões de congoleses carecem de assistência.

Deslocamento

Nesta Conferência Humanitária para países doadores, o objetivo é recolher fundos para a região africana, onde 4,6 milhões de crianças sofrem de desnutrição aguda.

Além disso, o evento quer aumentar a consciência sobre a crise humanitária congolesa e suas dimensões regionais.

Na terça-feira, o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas nos Grandes Lagos, Said Djinnit, disse ao Conselho de Segurança que forças negativas causam sofrimento, deslocamento e alimentam a desconfiança entre os países da região.

Esses grupos incluem as Forças Democráticas Aliadas, ADF, que “continuam a atacar e aterrorizar a população” em áreas como a RD Congo.

 

Deslocados internos em Kivu do Norte, na RD Congo. Foto: Acnur/F.Noy
Deslocados internos em Kivu do Norte, na RD Congo. Foto: Acnur/F.Noy

Eleições

Djinnit destacou que apesar de avanços na preparação das eleições congolesas este ano, as tensões entre o governo e a oposição permanecem.

Uma outra votação deve ocorrer no Burundi, onde a situação política e de direitos humanos continua a ser uma grande preocupação, particularmente quando se prepara um plebiscito sobre mudanças constitucionais.

O representante destacou que violações dos direitos humanos e a impunidade continuam no centro da instabilidade na região africana, tendo destacado que a situação humanitária na RD Congo e nos Grandes Lagos requer maior atenção.

O enviado destacou que apesar do progresso lento e do facto de o Acordo-Quadro de Paz, Segurança e Cooperação na RD Congo e na região ainda não ter alcançado as expectativas este “continua uma ferramenta vital que requer maior vontade política”.

Apresentação: Monica Grayley.

 

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