Em reunião na ONU, Brasil diz que migrações representam riqueza e diversidade

9 abril 2018

Secretário de Assuntos Estratégicos do país, Hussein Kalout, falou à ONU News sobre o discurso que fez nesta segunda-feira na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque; ele participa da 51ª. Sessão da Comissão sobre População e Desenvolvimento, que vai até 13 de abril.

A Comissão sobre População e Desenvolvimento das Nações Unidas iniciou sua 51ª. sessão nesta segunda-feira sob o tema: Cidades Sustentáveis, Mobilidade Humana e Migração Internacional.

A reunião, que analisa as tendências de crescimento populacional e desenvolvimento, além de integração, deve terminar na sexta-feira.

Debate

O Brasil enviou para o evento, o secretário de Assuntos Estratégicos, Hussein Kalout, que discursou na segunda-feira sobre a cooperação brasileira ao debate.

Antes do discurso, ele adiantou à ONU News a mensagem do país.

“O Brasil tem uma matriz social composta por uma lógica migratória que abarca diversos imigrantes de todos os lugares do mundo. Essa é a nossa força. É a força da nossa nação. É característica do Brasil a integração e a coesão, e o respeito às diferenças e aos direitos humanos. A nossa mensagem, a mensagem do Estado brasileiro nesta conferência, é pela tolerância e pelo respeito às diferenças. Sobretudo a nossa mensagem consiste sobre o problema imigratório. Em muitos países isso é visto como um problema, enquanto nós (Brasil) vimos isso como uma das fortalezas do nosso desenvolvimento socioeconômico. Eu realço isso porque, recentemente, o governo brasileiro apresentou uma das mais modernas legislações sobre migrantes, oferecendo a eles inúmeros direitos que em outros países não são tão flexíveis. Como o acesso à saúde, acesso à educação, acesso a bens. Na nossa percepção o imigrante não pode ser tratado de uma forma discriminatória. Por essas razões a nossa mensagem é sobretudo num mundo, cada vez mais globalizado, tratar essa temática com mais humanismo em conformidade com as leis internacionais.”

Ecosoc

A Comissão sobre População foi estabelecida pelo Conselho Econômico e Social, Ecosoc, em outubro de 1946. Em 1994, a Assembleia Geral decidiu que o nome deveria mudar para Comissão sobre População e Desenvolvimento.

No mesmo ano, em que ocorreu a Conferência sobre População e Desenvolvimento, no Cairo, a Assembleia Geral determinou que o Ecosoc e a Comissão deveriam formar um mecanismo intergovernamental de três níveis para desempenhar o papel de acompanhar a implementação do Programa de Ação da Conferência, conhecida como Icpd, na sigla em inglês.

O objetivo é avaliar a implementação do Plano nas esferas nacionais, regionais e internacional.

 

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